Vacina Poliomielite: VIP e VOP em Imunodeprimidos

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024

Enunciado

A redução da cobertura vacinal pode trazer de volta doenças já erradicadas em nosso país. Sobre a vacina contra poliomielite assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Os dois tipos de vacina mais comuns, VOP e VIP são igualmente seguras.
  2. B) O esquema preconizado para essa vacina é VOP aos 2, 4 e 6 meses, além dos reforços com 15 meses e 4 anos.
  3. C) A vacina VIP é injetável e pode ser usada em imunodeprimidos.
  4. D) Nos reforços vacinais e nas campanhas utiliza-se a VIP.

Pérola Clínica

VIP (inativada, injetável) é segura para imunodeprimidos; VOP (oral, atenuada) não.

Resumo-Chave

A vacina VIP (inativada) contém vírus mortos, sendo segura para imunodeprimidos e seus contatos. A VOP (oral, atenuada) contém vírus vivos enfraquecidos, que podem causar doença em imunodeprimidos ou seus contatos, sendo contraindicada nesses casos.

Contexto Educacional

A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença grave que pode ser prevenida pela vacinação. No Brasil, são utilizadas duas formas de vacina: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), de vírus vivo atenuado, e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), de vírus inativado. A VOP é administrada por via oral e é fundamental para a erradicação do poliovírus selvagem, pois induz imunidade intestinal e reduz a circulação viral. No entanto, por conter vírus vivos atenuados, apresenta um risco muito baixo de causar paralisia associada à vacina, especialmente em imunodeprimidos ou seus contatos. A VIP, por sua vez, é uma vacina injetável que contém vírus inativados (mortos). Ela é extremamente segura e não apresenta risco de causar a doença, sendo a escolha para as primeiras doses do esquema vacinal e para indivíduos imunodeprimidos ou seus contatos. O esquema vacinal atual no Brasil combina ambas as vacinas, utilizando a VIP nas primeiras doses para induzir uma resposta imune sistêmica segura e a VOP nas doses subsequentes e campanhas para reforçar a imunidade intestinal e a proteção coletiva. A compreensão das características de cada vacina e suas indicações é crucial para a prática clínica e para as provas de residência. A redução da cobertura vacinal é uma preocupação global, e o conhecimento sobre a segurança e eficácia das vacinas é essencial para combater a desinformação e garantir a saúde pública. Residentes devem estar aptos a orientar pacientes sobre o calendário vacinal e as particularidades de cada imunizante.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre a vacina VOP e VIP?

A VOP (Vacina Oral Poliomielite) é de vírus vivo atenuado, administrada por via oral, e pode causar paralisia associada à vacina em casos raros. A VIP (Vacina Inativada Poliomielite) é de vírus inativado (morto), administrada por via injetável, e não possui risco de doença associada à vacina.

Por que a VIP é preferível para imunodeprimidos?

A VIP, por ser uma vacina de vírus inativado, não tem capacidade de replicação e, portanto, não oferece risco de causar a doença em indivíduos imunodeprimidos, ao contrário da VOP, que contém vírus vivos atenuados.

Qual o esquema vacinal atual da poliomielite no Brasil?

O esquema vacinal atual no Brasil preconiza a VIP aos 2 e 4 meses de idade, seguida de VOP aos 6 meses e nos reforços aos 15 meses e 4 anos, além das campanhas de vacinação com VOP.

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