Vacinas Poliomielite PNI: Esquema e Indicações

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

A respeito das vacinas contra poliomielite disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro – vacina contra poliomielite inativa (VIP) e vacina contra poliomielite atenuada oral (VOP), considere as afirmativas a seguir. I. O PNI preconiza o uso do seguinte esquema de vacinação contra poliomielite para crianças com as respectivas idades: VIP aos 2, aos 4 e aos 6 meses, VOP aos 15 meses e aos 4 anos. II. Após a erradicação da poliomielite, o PNI introduziu a VIP por possuir efeitos colaterais menos graves do que a VOP. III. Mesmo a VIP pode provocar poliomielite associada à vacina. IV. Uma vez que os efeitos colaterais da VOP são extremamente raros, crianças com imunodepressão severa podem receber esta vacina. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

PNI: VIP (2, 4, 6m) + VOP (15m, 4a); VIP introduzida pós-erradicação por menor risco de VPAP.

Resumo-Chave

O esquema vacinal do PNI para poliomielite combina VIP (injetável, vírus inativado) e VOP (oral, vírus atenuado). A VIP foi introduzida nas primeiras doses para reduzir o risco de poliomielite associada à vacina (VPAP), uma complicação rara da VOP.

Contexto Educacional

A poliomielite é uma doença infecciosa grave que pode causar paralisia flácida irreversível. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil tem sido fundamental na erradicação da doença no país, utilizando um esquema vacinal combinado de VIP (vacina inativada) e VOP (vacina oral atenuada). É crucial que residentes compreendam as particularidades de cada vacina e o esquema recomendado. O esquema atual do PNI para poliomielite inicia com três doses da VIP (aos 2, 4 e 6 meses), que confere imunidade sistêmica sem risco de doença associada à vacina. Posteriormente, são administradas duas doses de reforço da VOP (aos 15 meses e aos 4 anos), que induz imunidade intestinal, importante para a interrupção da transmissão do vírus na comunidade. A introdução da VIP nas doses iniciais visou eliminar o risco de poliomielite associada à vacina, que, embora rara, era uma preocupação com o uso exclusivo da VOP. É importante ressaltar que a VIP, por ser inativada, não pode causar poliomielite associada à vacina, ao contrário da VOP. Além disso, a VOP é contraindicada para imunodeprimidos e seus contatos domiciliares, devido ao risco de replicação viral e desenvolvimento da doença. A compreensão dessas nuances é vital para a prática clínica e a saúde pública.

Perguntas Frequentes

Qual é o esquema atual de vacinação contra poliomielite no PNI brasileiro?

O PNI preconiza três doses da vacina inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas por duas doses de reforço da vacina oral atenuada (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos.

Por que a VIP foi introduzida no esquema vacinal do PNI?

A VIP foi introduzida para as primeiras doses após a erradicação do poliovírus selvagem no Brasil, visando reduzir o risco de poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP), uma complicação rara, mas possível, da VOP.

Crianças imunodeprimidas podem receber a vacina VOP?

Não, a vacina VOP é contraindicada para crianças com imunodepressão severa, pois contém vírus atenuado que pode causar a doença em indivíduos com sistema imunológico comprometido. Para esses casos, a VIP é a vacina de escolha.

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