UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde apontou uma queda considerável na cobertura vacinal entre crianças menores de um ano de idade. Desde o ano de 1990 livre da poliomielite, o Brasil corre o risco de voltar a sofrer com a doença, conhecida também como paralisia infantil. Quanto à vacinação da criança e do adolescente no Brasil, é correto afirmar que
VOP é bivalente (tipos 1 e 3) e usada como reforço (15m, 4a); VIP é inativada e primovaccinação.
A vacina oral de poliomielite (VOP) é bivalente (tipos 1 e 3) e, no esquema atual do PNI, é utilizada para os reforços aos 15 meses e 4 anos. A vacina poliomielite inativada (VIP) é injetável e compõe as três primeiras doses (2, 4 e 6 meses), sendo a opção segura para imunodeprimidos.
A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença grave que o Brasil conseguiu erradicar, mas que ainda representa um risco devido à queda nas coberturas vacinais. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção, e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil tem um esquema bem definido para crianças e adolescentes. É crucial que os profissionais de saúde compreendam as características e o calendário das vacinas disponíveis. Atualmente, o esquema vacinal contra a poliomielite no Brasil utiliza uma combinação de vacinas. As três primeiras doses, administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, são feitas com a Vacina Poliomielite Inativada (VIP), que é injetável e contém vírus inativados dos tipos 1, 2 e 3. Esta vacina é considerada mais segura, especialmente para imunodeprimidos, pois não há risco de poliomielite associada à vacina. Para os reforços, o PNI utiliza a Vacina Oral de Poliomielite (VOP), administrada aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A VOP é uma vacina bivalente, composta por vírus atenuados dos tipos 1 e 3. Embora a VOP seja eficaz na proteção individual e na interrupção da transmissão viral, por ser de vírus vivo atenuado, é contraindicada para indivíduos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas, devido ao risco de poliomielite vacinal. A compreensão dessas nuances é fundamental para a prática pediátrica e de saúde pública.
A VOP (oral) é composta por vírus atenuados e é bivalente (tipos 1 e 3), enquanto a VIP (injetável) é composta por vírus inativados (trivalente, tipos 1, 2 e 3) e é mais segura para imunodeprimidos.
O PNI recomenda VIP injetável aos 2, 4 e 6 meses de idade para a primovacinação, seguida de duas doses de reforço com VOP oral aos 15 meses e aos 4 anos.
Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, há risco de replicação viral e desenvolvimento de poliomielite vacinal em indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, o que a torna contraindicada.
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