IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
No Programa Nacional de Imunizações (PNI), a substituição da vacina oral poliomielite (VOP) pela vacina inativada poliomielite (VIP) no esquema básico infantil foi baseada principalmente na justificativa de:
Substituição VOP por VIP no PNI → Eliminação do risco de poliomielite paralítica associada à vacina.
A vacina oral poliomielite (VOP) utiliza vírus atenuados que, em casos raros, podem reverter à virulência e causar poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP). A vacina inativada poliomielite (VIP) não possui esse risco, sendo a mudança no esquema vacinal uma estratégia global para a erradicação total da poliomielite, eliminando todas as fontes de vírus, incluindo as derivadas da vacina.
A poliomielite é uma doença infecciosa grave causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia flácida irreversível. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil tem sido fundamental na luta contra a poliomielite, utilizando inicialmente a Vacina Oral Poliomielite (VOP), desenvolvida por Sabin. A VOP, por conter vírus vivos atenuados, induz uma forte imunidade intestinal e é eficaz na interrupção da transmissão do vírus selvagem. No entanto, a VOP apresenta um risco raro, mas significativo, de causar poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP) em indivíduos vacinados ou seus contatos, devido à reversão do vírus atenuado à virulência. Além disso, em populações com baixa cobertura vacinal, os poliovírus derivados da vacina (cVDPV) podem circular e causar surtos. Para alcançar a erradicação global da poliomielite e eliminar todas as fontes de vírus, incluindo as derivadas da vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a transição para a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). A VIP, desenvolvida por Salk, contém vírus inativados e não possui o risco de causar VPAP ou cVDPV. A substituição da VOP pela VIP no esquema básico infantil do PNI reflete essa estratégia global, priorizando a segurança e a erradicação definitiva da doença. Atualmente, o esquema vacinal brasileiro para poliomielite utiliza a VIP nas primeiras doses e a VOP como reforço, com planos para uma transição completa para a VIP no futuro, conforme as diretrizes internacionais.
A VOP (oral) contém vírus atenuados vivos que se replicam no intestino e induzem imunidade intestinal, mas com um risco mínimo de causar poliomielite paralítica. A VIP (injetável) contém vírus inativados (mortos), não se replica e não causa a doença, induzindo imunidade sistêmica.
A VOP ainda é utilizada em algumas campanhas de erradicação em regiões com alta circulação do poliovírus selvagem devido à sua capacidade de induzir imunidade intestinal e interromper a transmissão do vírus na comunidade, além de ser de baixo custo e fácil administração. No entanto, o objetivo final é a transição completa para a VIP.
O principal risco associado à VOP é a poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP), que ocorre quando o vírus atenuado reverte à virulência e causa paralisia em indivíduos vacinados ou em seus contatos. Além disso, pode haver circulação de poliovírus derivados da vacina (cVDPV) em populações com baixa cobertura vacinal. A VIP, por conter vírus inativados, não apresenta esses riscos.
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