PNI: VOP para VIP e a Erradicação da Poliomielite

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

No Programa Nacional de Imunizações (PNI), a substituição da vacina oral poliomielite (VOP) pela vacina inativada poliomielite (VIP) no esquema básico infantil foi baseada principalmente na justificativa de:

Alternativas

  1. A) Eliminação do risco de poliomielite vacinal associado ao uso de vacina oral.
  2. B) Maior facilidade de administração da vacina inativada em crianças menores de 2 anos.
  3. C) Redução da imunogenicidade da vacina oral em regiões endêmicas para poliovírus.
  4. D) Prolongamento da resposta imunológica com menor número de doses no esquema vacinal.
  5. E) Necessidade de reforço em populações não vacinadas, reduzindo a circulação de vírus selvagem.

Pérola Clínica

Substituição VOP por VIP no PNI → Eliminação do risco de poliomielite paralítica associada à vacina.

Resumo-Chave

A vacina oral poliomielite (VOP) utiliza vírus atenuados que, em casos raros, podem reverter à virulência e causar poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP). A vacina inativada poliomielite (VIP) não possui esse risco, sendo a mudança no esquema vacinal uma estratégia global para a erradicação total da poliomielite, eliminando todas as fontes de vírus, incluindo as derivadas da vacina.

Contexto Educacional

A poliomielite é uma doença infecciosa grave causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia flácida irreversível. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil tem sido fundamental na luta contra a poliomielite, utilizando inicialmente a Vacina Oral Poliomielite (VOP), desenvolvida por Sabin. A VOP, por conter vírus vivos atenuados, induz uma forte imunidade intestinal e é eficaz na interrupção da transmissão do vírus selvagem. No entanto, a VOP apresenta um risco raro, mas significativo, de causar poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP) em indivíduos vacinados ou seus contatos, devido à reversão do vírus atenuado à virulência. Além disso, em populações com baixa cobertura vacinal, os poliovírus derivados da vacina (cVDPV) podem circular e causar surtos. Para alcançar a erradicação global da poliomielite e eliminar todas as fontes de vírus, incluindo as derivadas da vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a transição para a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). A VIP, desenvolvida por Salk, contém vírus inativados e não possui o risco de causar VPAP ou cVDPV. A substituição da VOP pela VIP no esquema básico infantil do PNI reflete essa estratégia global, priorizando a segurança e a erradicação definitiva da doença. Atualmente, o esquema vacinal brasileiro para poliomielite utiliza a VIP nas primeiras doses e a VOP como reforço, com planos para uma transição completa para a VIP no futuro, conforme as diretrizes internacionais.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre a VOP e a VIP?

A VOP (oral) contém vírus atenuados vivos que se replicam no intestino e induzem imunidade intestinal, mas com um risco mínimo de causar poliomielite paralítica. A VIP (injetável) contém vírus inativados (mortos), não se replica e não causa a doença, induzindo imunidade sistêmica.

Por que a VOP ainda é usada em algumas campanhas de erradicação?

A VOP ainda é utilizada em algumas campanhas de erradicação em regiões com alta circulação do poliovírus selvagem devido à sua capacidade de induzir imunidade intestinal e interromper a transmissão do vírus na comunidade, além de ser de baixo custo e fácil administração. No entanto, o objetivo final é a transição completa para a VIP.

Quais são os riscos associados à VOP que a VIP não apresenta?

O principal risco associado à VOP é a poliomielite paralítica associada à vacina (VPAP), que ocorre quando o vírus atenuado reverte à virulência e causa paralisia em indivíduos vacinados ou em seus contatos. Além disso, pode haver circulação de poliovírus derivados da vacina (cVDPV) em populações com baixa cobertura vacinal. A VIP, por conter vírus inativados, não apresenta esses riscos.

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