Vacina Poliomielite: Esquema Vacinal e Atualizações do PNI

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023

Enunciado

Acerca da vacina contra a poliomielite, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A vacina inativada contra a poliomielite foi introduzida em 2012 com duas doses, mas foi ampliada para três doses em 2016. 
  2. B) O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda que as doses de vacina inativada sejam administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, conferindo uma imunidade que só é reforçada aos 4 e aos 6 anos de idade, com as gotinhas da vacina oral. 
  3. C) Depois de 2016, a cobertura vacinal caiu para menos de 80%, chegando a 74,19% no ano de 2019. 
  4. D) As três doses da vacina intramuscular deixam as crianças protegidas contra dois dos três sorotipos do poliovírus, enquanto as gotinhas imunizam apenas contra um deles. 
  5. E) Se uma criança tomou uma vacina e ficou três anos sem receber nenhuma outra dose, ela precisa recomeçar o esquema do zero. 

Pérola Clínica

VIP introduzida em 2012 (2 doses), ampliada para 3 doses em 2016 no PNI.

Resumo-Chave

O esquema vacinal contra a poliomielite no Brasil passou por mudanças. A VIP (vacina inativada) foi inicialmente introduzida com 2 doses em 2012 e, a partir de 2016, o esquema primário passou a ser de 3 doses de VIP, seguidas de reforços com VOP (vacina oral).

Contexto Educacional

A poliomielite é uma doença infecciosa grave causada pelo poliovírus, que pode levar à paralisia flácida irreversível. O Brasil tem um histórico de sucesso na erradicação da doença, mas a manutenção de altas coberturas vacinais é crucial. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem adaptado seu esquema vacinal ao longo dos anos para otimizar a proteção e minimizar riscos. A vacina inativada contra a poliomielite (VIP), que contém vírus mortos e é administrada por via injetável, foi introduzida no calendário brasileiro em 2012, inicialmente com duas doses. Em 2016, o esquema primário foi ampliado para três doses de VIP (aos 2, 4 e 6 meses de idade), com o objetivo de conferir uma imunidade sistêmica robusta e eliminar o risco de poliomielite associada à vacina, que é uma complicação rara da vacina oral (VOP). Após as três doses de VIP, são administrados dois reforços com a vacina oral (VOP), popularmente conhecida como "gotinha", aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A VOP, que contém vírus atenuados, é fundamental para a imunidade intestinal e para a interrupção da circulação do vírus selvagem na comunidade. A manutenção de altas coberturas vacinais é essencial para evitar o ressurgimento da poliomielite, especialmente diante da queda nas taxas de vacinação observadas nos últimos anos.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema atual de vacinação contra poliomielite no Brasil?

Atualmente, o PNI recomenda três doses da vacina inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de dois reforços com a vacina oral (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos.

Qual a diferença entre a vacina inativada (VIP) e a vacina oral (VOP)?

A VIP é injetável, contém vírus inativados e confere imunidade sistêmica, sem risco de poliomielite associada à vacina. A VOP é oral, contém vírus atenuados e confere imunidade intestinal, importante para a erradicação.

O que acontece se uma criança atrasar as doses da vacina contra poliomielite?

Não é necessário reiniciar o esquema vacinal do zero. As doses anteriores são válidas e a vacinação deve ser continuada a partir do ponto onde foi interrompida, seguindo as recomendações do calendário.

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