UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Para manter a erradicação da poliomielite no Brasil, uma boa cobertura populacional da imunização contra a doença é essencial. Nesse sentido, a respeito da Vacina Inativada da Poliomielite (VIP) e da Vacina Oral da Poliomielite (VOP), o Programa Nacional de Imunizações recomenda:
PNI: VIP nas primeiras doses para reduzir risco de paralisia flácida associada à VOP.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil adota um esquema sequencial de vacinação contra a poliomielite, iniciando com a Vacina Inativada da Poliomielite (VIP) nas primeiras doses. Esta estratégia visa minimizar o risco de paralisia flácida associada à vacina (VAPP), uma complicação rara, mas grave, que pode ocorrer com a Vacina Oral da Poliomielite (VOP).
A erradicação da poliomielite é uma meta global de saúde pública, e o Brasil, como parte desse esforço, mantém um rigoroso programa de imunização. A compreensão do esquema vacinal contra a poliomielite é crucial para estudantes e profissionais de medicina, especialmente para aqueles que atuam na atenção primária e pediatria, sendo um tema frequente em provas de residência. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil adota um esquema sequencial que combina a Vacina Inativada da Poliomielite (VIP), administrada por via intramuscular, e a Vacina Oral da Poliomielite (VOP), administrada por via oral. A VIP, que contém vírus inativado, é utilizada nas primeiras doses (2 e 4 meses) para induzir uma resposta imune sistêmica robusta, sem o risco de paralisia flácida associada à vacina (VAPP), uma complicação rara, mas grave, que pode ocorrer com a VOP. A VOP, por sua vez, contém vírus atenuado e é fundamental para induzir imunidade na mucosa intestinal, o que impede a replicação e excreção do vírus selvagem, contribuindo para a imunidade de rebanho e a erradicação da doença. Os reforços com VOP (aos 6 meses e 15 meses) são estratégicos para manter altos níveis de proteção e fortalecer a imunidade intestinal. É importante ressaltar que a segurança da VIP em prematuros é bem estabelecida, e não há contraindicações para sua administração nesse grupo. O conhecimento detalhado sobre as vacinas e o calendário do PNI é essencial para a prática médica e para garantir a manutenção da erradicação da poliomielite no país.
Atualmente, o PNI recomenda um esquema sequencial: as duas primeiras doses (aos 2 e 4 meses de idade) são com a Vacina Inativada da Poliomielite (VIP), e os reforços (aos 6 meses e 15 meses) são com a Vacina Oral da Poliomielite (VOP).
A VIP é utilizada nas primeiras doses para induzir imunidade sistêmica sem risco de paralisia flácida associada à vacina (VAPP), pois contém vírus inativado. A VOP, que contém vírus atenuado, é usada nos reforços para induzir imunidade intestinal e de rebanho, sendo mais eficaz na interrupção da circulação do poliovírus selvagem, mas com um risco mínimo de VAPP.
Sim, a vacinação com VIP é segura e recomendada para bebês prematuros, seguindo o calendário vacinal de acordo com a idade cronológica. Não há evidências de risco aumentado de apneia ou outros eventos adversos significativos em prematuros vacinados com VIP.
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