Vacina Poliomielite: Mudanças no PNI e Segurança

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Em agosto de 2012, foi implementado no Programa Nacional de Imunizações o uso da vacina inativada intramuscular contra a poliomielite (Salk), nas duas primeiras doses (2 e 4 meses). Tal modificação ocorreu com a finalidade principal de:

Alternativas

  1. A) reduzir os casos de paralisia flácida, relacionados à vacina Sabin.
  2. B) induzir ao fenômeno de imunização de rebanho (herd immunization). 
  3. C) aumentar a taxa de anticorpos séricos, ao invés de anticorpos de mucosa, que são formados com a vacina oral.
  4. D) reduzir o número de aplicações, uma vez que a Salk é administrada conjuntamente com a tríplice bacteriana e a vacina anti-hemófilos B (pentavalente). 

Pérola Clínica

VIP (Salk) nas primeiras doses → ↓ risco de paralisia flácida associada à vacina (PFPV) da VOP (Sabin).

Resumo-Chave

A introdução da vacina inativada (VIP/Salk) nas primeiras doses do esquema vacinal contra poliomielite no PNI teve como principal objetivo eliminar o risco, ainda que raro, de paralisia flácida associada à vacina (PFPV), que era um evento adverso da vacina oral atenuada (VOP/Sabin). A VOP continua sendo usada para doses de reforço para manter a imunidade de rebanho.

Contexto Educacional

A poliomielite, uma doença viral que pode causar paralisia flácida irreversível, tem sido alvo de programas de erradicação global. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem um papel crucial nesse esforço. Uma das modificações mais significativas ocorreu em agosto de 2012, com a introdução da vacina inativada intramuscular contra a poliomielite (VIP ou Salk) nas duas primeiras doses (2 e 4 meses de idade). Essa alteração estratégica visou principalmente a segurança. A vacina oral atenuada (VOP ou Sabin), embora altamente eficaz na indução de imunidade de mucosa e na imunização de rebanho, apresentava um risco muito pequeno, mas real, de causar paralisia flácida associada à vacina (PFPV) em indivíduos vacinados ou seus contatos. Ao iniciar o esquema com a VIP, que não contém vírus vivo e, portanto, não causa PFPV, o PNI conseguiu eliminar esse risco. Para residentes, é importante entender que a VOP ainda é utilizada em doses de reforço para manter a imunidade de rebanho e a proteção da mucosa intestinal, essencial para a erradicação. A combinação VIP-VOP é uma estratégia global que equilibra a segurança individual com a proteção coletiva, sendo um ponto frequentemente abordado em provas de residência e na prática da saúde pública.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre a vacina Salk (VIP) e a Sabin (VOP)?

A vacina Salk (VIP) é inativada e administrada por via intramuscular, induzindo imunidade sistêmica. A vacina Sabin (VOP) é atenuada e oral, induzindo imunidade sistêmica e de mucosa, além de conferir imunidade de rebanho pela excreção viral.

Por que o PNI introduziu a vacina VIP nas primeiras doses?

A principal razão foi eliminar o risco de Paralisia Flácida Associada à Vacina (PFPV), um evento adverso raro, mas grave, que podia ocorrer com a vacina oral atenuada (VOP) em receptores ou contatos.

A vacina VOP ainda é utilizada no Brasil?

Sim, a VOP ainda é utilizada em doses de reforço no esquema vacinal brasileiro, após as primeiras doses de VIP. Ela é crucial para manter a imunidade de rebanho e a erradicação da poliomielite, especialmente em campanhas.

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