Vacina Poliomielite: VIP, VOP e a Estratégia de Erradicação

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Desde o segundo semestre de 2012, o Estado de São Paulo introduziu, para a primeira e a segunda doses de vacina contra Poliomielite, a Vacina Inativada contra Poliomielite (VIP) no calendário estadual das crianças. Em 2013, a Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite foi realizada em única fase, utilizando a Vacina Oral contra Poliomielite (VOP) no mês de junho. A explicação para essas alterações considera que

Alternativas

  1. A) a mudança da vacina oral para a vacina inativada foi para diminuir os custos, e a estratégia de campanha em fase única aconteceu devido à diminuição de casos no mundo, portanto reduziu-se o risco de reintrodução do vírus selvagem.
  2. B) a primeira mudança ocorreu pela preocupação com a paralisia pós vacinal enquanto evento adverso da VOP, que, embora seja evento raro, é grave, e a segunda mudança ocorreu para diminuir custos operacionais com campanhas.
  3. C) a primeira estratégia foi realizada por causa da preocupação com a paralisia pós vacinal enquanto evento adverso da VOP, e a segunda, devido à ausência de risco de reintrodução do vírus selvagem no Brasil.
  4. D) a mudança da VOP para a VIP ocorreu para diminuir os riscos da paralisia pós vacinal, ainda que rara, e a segunda ocorreu porque, devido à heterogeneidade da cobertura no país, é necessário manter uma etapa de campanha.

Pérola Clínica

VIP substitui VOP para ↓ risco de paralisia pós-vacinal, mantendo campanhas para alta cobertura.

Resumo-Chave

A transição da VOP para a VIP na vacinação primária visa eliminar o risco, ainda que raro, de paralisia flácida associada à vacina, enquanto as campanhas com VOP são mantidas para reforço e erradicação global.

Contexto Educacional

A estratégia global de erradicação da poliomielite tem levado a importantes mudanças nos calendários de vacinação. A Vacina Oral contra Poliomielite (VOP), que contém vírus vivos atenuados, foi fundamental para a redução drástica dos casos de poliomielite devido à sua capacidade de induzir imunidade intestinal e interromper a transmissão do vírus. No entanto, a VOP apresenta um risco muito baixo, mas real, de causar paralisia flácida associada à vacina (PFPV) em vacinados ou seus contatos. Para mitigar esse risco, muitos países, incluindo o Brasil, adotaram uma estratégia sequencial ou de substituição. A Vacina Inativada contra Poliomielite (VIP), que contém vírus inativados e é administrada por via intramuscular, foi introduzida para as primeiras doses, eliminando o risco de PFPV. A VIP induz uma forte resposta imune sistêmica, mas menos imunidade intestinal que a VOP. Apesar da introdução da VIP, a VOP ainda é utilizada em campanhas de vacinação em massa. Isso ocorre porque a VOP é mais fácil de administrar (oral), mais barata e, crucialmente, induz imunidade de mucosa, que é essencial para prevenir a circulação do vírus em comunidades e para a fase final da erradicação global, especialmente em regiões com cobertura heterogênea ou risco de reintrodução do vírus. A combinação de VIP e VOP busca otimizar a segurança individual e a saúde pública coletiva.

Perguntas Frequentes

Qual o principal motivo para a introdução da Vacina Inativada contra Poliomielite (VIP) no calendário?

A introdução da VIP visa eliminar o risco de paralisia flácida associada à vacina (PFPV), um evento adverso raro, mas grave, que pode ocorrer com a Vacina Oral contra Poliomielite (VOP), garantindo maior segurança.

Por que a Vacina Oral contra Poliomielite (VOP) ainda é utilizada em campanhas?

A VOP é utilizada em campanhas para manter altas coberturas vacinais, especialmente em áreas de risco, e para reforçar a imunidade de rebanho, contribuindo para a erradicação global do poliovírus selvagem pela imunidade intestinal.

Quais são as principais diferenças entre a VIP e a VOP?

A VIP contém vírus inativados e é administrada por via intramuscular, não causando PFPV. A VOP contém vírus vivos atenuados, é administrada oralmente, induz imunidade intestinal e pode, raramente, causar PFPV.

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