Vacina HPV: Tipos, Cobertura e Eficácia na Prevenção

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Quanto ao vírus HPV, suas formas de imunização e diagnóstico, podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) a vacina anti-HPV quadrivalente consegue imunizar contra quatro tipos virais de alto grau, o que a torna indicada para pessoas de até 45 anos de idade. 
  2. B) a vacina anti-HPV quadrivalente, apesar de proteger contra os tipos não oncogênicos 6 e 11 do HPV, tem a mesma eficácia que a bivalente na prevenção das lesões intraepiteliais do colo uterino. 
  3. C) as mulheres vacinadas contra o HPV não têm mais a necessidade de realizar o exame de Papanicolau, pois, mesmo que tenham contato com o vírus, elas não desenvolvem a doença.
  4. D) uma desvantagem da pesquisa do DNA-HPV é a necessidade de profissional treinado na coleta, o que dificultaria o acesso a mulheres com dificuldades geográficas e resistentes à coleta por profissional de saúde. 

Pérola Clínica

Vacina HPV quadrivalente protege contra tipos 6, 11 (verrugas) e 16, 18 (oncogênicos), com eficácia similar à bivalente para lesões cervicais.

Resumo-Chave

A vacina quadrivalente oferece proteção adicional contra os tipos de HPV 6 e 11, responsáveis pelas verrugas genitais, além dos tipos oncogênicos 16 e 18. Contudo, para a prevenção de lesões intraepiteliais cervicais, sua eficácia é comparável à vacina bivalente, que cobre apenas os tipos 16 e 18.

Contexto Educacional

O Papilomavírus Humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível mais comum, sendo o principal agente etiológico do câncer de colo uterino. A vacinação é uma estratégia primária de prevenção, e o conhecimento sobre os tipos de vacinas e sua cobertura é crucial para a prática clínica e a saúde pública. As vacinas disponíveis protegem contra os tipos de HPV mais associados a lesões pré-cancerígenas e câncer, bem como verrugas genitais. Existem vacinas bivalentes (contra HPV 16 e 18) e quadrivalentes (contra HPV 6, 11, 16 e 18). Ambas são altamente eficazes na prevenção de lesões intraepiteliais de alto grau e câncer de colo uterino causados pelos tipos cobertos. É fundamental entender que a vacinação não substitui o rastreamento citopatológico (Papanicolau), pois a vacina não confere proteção contra todos os tipos oncogênicos de HPV e não trata infecções preexistentes. O diagnóstico do HPV pode ser feito por citologia (Papanicolau) para lesões e por testes moleculares (pesquisa de DNA-HPV) para identificar a presença do vírus. A pesquisa de DNA-HPV é uma ferramenta importante no rastreamento, especialmente em populações específicas ou em conjunto com a citologia. A correta indicação e interpretação desses exames, aliada à vacinação, são pilares na prevenção e controle do câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

Quais os tipos de HPV cobertos pelas vacinas quadrivalente e bivalente?

A vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11 (não oncogênicos, causam verrugas) e 16, 18 (oncogênicos, causam câncer). A vacina bivalente protege apenas contra os tipos 16 e 18.

Mulheres vacinadas contra HPV ainda precisam fazer Papanicolau?

Sim, o rastreamento com Papanicolau continua sendo necessário. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV oncogênicos e não trata infecções já existentes, tornando o exame fundamental para detecção precoce.

Qual a principal vantagem da vacina quadrivalente em relação à bivalente?

A principal vantagem da vacina quadrivalente é a proteção adicional contra os tipos 6 e 11 do HPV, responsáveis pela maioria das verrugas genitais, além da proteção contra os tipos oncogênicos 16 e 18.

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