Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Em relação à vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) é correto afirmar que:
Vacinas HPV → Inativadas, esquema de doses varia por idade e tipo de vacina.
As vacinas contra o HPV disponíveis no mercado brasileiro são inativadas (subunidade viral) e, historicamente, a bula recomendava 3 doses. Contudo, o esquema do PNI para adolescentes foi simplificado para 2 doses, demonstrando alta eficácia e segurança.
A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) representa um dos maiores avanços na prevenção do câncer de colo uterino e outras doenças relacionadas ao HPV, como verrugas genitais e cânceres de orofaringe, ânus e vagina. Compreender suas características e esquemas de vacinação é fundamental para a prática médica e a saúde pública. As vacinas disponíveis no mercado brasileiro são vacinas inativadas, ou seja, não contêm vírus vivos e, portanto, não podem causar a infecção. Existem diferentes tipos de vacinas HPV: a bivalente (contra HPV 16 e 18), a quadrivalente (contra HPV 6, 11, 16 e 18) e a nonavalente (contra 9 tipos de HPV). Historicamente, as bulas das vacinas bivalente e quadrivalente recomendavam um esquema de 3 doses. No entanto, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, baseado em evidências científicas de alta eficácia e imunogenicidade, adotou um esquema de 2 doses para adolescentes (meninas e meninos) na faixa etária de 9 a 14 anos, com um intervalo de 6 meses entre as doses. Para indivíduos imunocomprometidos ou vítimas de violência sexual, o esquema de 3 doses é mantido. É importante ressaltar que a vacina HPV não substitui o rastreamento do câncer de colo uterino (Papanicolau), pois não protege contra todos os tipos de HPV oncogênicos e não trata infecções já existentes. A vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, mas pode ser administrada mesmo em pessoas que já tiveram contato com o vírus, pois pode conferir proteção contra outros tipos de HPV ou reinfecção. A segurança das vacinas HPV é amplamente comprovada, e os benefícios na prevenção de doenças graves superam em muito os riscos de eventos adversos leves e transitórios.
No Brasil, existem a vacina bivalente (cobre HPV 16 e 18) e a quadrivalente (cobre HPV 6, 11, 16 e 18). A vacina nonavalente (cobre 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58) também está disponível na rede particular, oferecendo proteção ampliada.
Sim, a vacina pode ser utilizada por pacientes que já tiveram infecção por HPV. Embora não trate uma infecção existente, ela pode proteger contra outros tipos de HPV não adquiridos previamente ou contra a reinfecção pelos mesmos tipos, caso a imunidade natural não tenha sido suficiente.
Atualmente, o PNI adota um esquema de 2 doses para adolescentes (meninas e meninos) de 9 a 14 anos, com intervalo de 6 meses entre as doses. Para imunocomprometidos e vítimas de violência sexual, o esquema é de 3 doses. As bulas originais de algumas vacinas recomendavam 3 doses para todas as faixas etárias, mas estudos demonstraram a eficácia do esquema de 2 doses para adolescentes.
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