HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Paciente de 61 anos do sexo feminino apresenta antecedente de diabetes mellitus controlado, sem imunossupressão ou uso de corticoides, nunca teve episódio de herpes zoster, chega à consulta de rotina perguntando sobre vacinas. Está com esquema atualizado para influenza, pneumococo e covid-19. Assinale a alternativa que apresenta a recomendação atual para este caso:
Vacina Zoster Recombinante (Shingrix) ≥ 50 anos: 2 doses (0 e 2-6 meses), independente de histórico prévio.
A vacina recombinante é a preferencial para prevenção de Herpes Zoster em adultos ≥ 50 anos devido à maior eficácia e segurança em relação à vacina de vírus vivo.
O Herpes Zoster resulta da reativação do vírus Varicela-Zoster latente nos gânglios sensoriais, frequentemente associada à imunossenescência. Complicações como a neuralgia pós-herpética impactam severamente a qualidade de vida do idoso. Atualmente, as principais sociedades (SBIm e SBI) recomendam a vacina recombinante para todos os adultos com 50 anos ou mais, e para adultos com 18 anos ou mais que apresentem risco aumentado (como imunossuprimidos). O diabetes mellitus, embora não seja uma imunodeficiência primária, é uma condição que aumenta o risco de complicações, reforçando a indicação vacinal nesta paciente de 61 anos.
A vacina recombinante (Shingrix) utiliza uma subunidade proteica (glicoproteína E) e um sistema adjuvante, apresentando eficácia superior a 90% em todas as faixas etárias acima de 50 anos e podendo ser usada em imunossuprimidos. A vacina de vírus vivo atenuado (Zostavax) tem menor eficácia, que declina com a idade, e é contraindicada para imunossuprimidos.
Sim. O episódio prévio de Herpes Zoster não confere imunidade permanente, e o risco de recorrência existe. A recomendação atual é vacinar mesmo aqueles com histórico da doença, respeitando um intervalo de cerca de 6 meses após a resolução das lesões agudas.
O esquema consiste em duas doses administradas por via intramuscular. O intervalo padrão entre a primeira e a segunda dose é de 2 a 6 meses. Em pacientes imunossuprimidos que necessitam de proteção rápida, o intervalo pode ser reduzido para 1 a 2 meses.
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