Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Com relação à vacina contra a febre amarela, assinale a alternativa correta:
Vacina FA em lactantes de áreas de risco → vacinar e suspender AM por 10 dias.
A vacinação de lactantes em áreas de risco para febre amarela é recomendada, mas exige a suspensão do aleitamento materno por 10 dias para evitar a transmissão viral pelo leite, especialmente em bebês menores de 6 meses.
A vacina contra a febre amarela é uma medida de saúde pública essencial para o controle da doença. As recomendações para sua aplicação evoluem com base em evidências e na situação epidemiológica. Em relação às lactantes, a decisão de vacinar deve considerar o risco de exposição ao vírus selvagem versus o risco de transmissão do vírus vacinal atenuado ao bebê. Atualmente, em áreas com risco de transmissão da febre amarela, a vacinação de lactantes é indicada. No entanto, para minimizar o risco de eventos adversos graves no lactente, como a doença viscerotrópica ou neurológica associada à vacina, recomenda-se a suspensão do aleitamento materno por um período de 10 dias após a vacinação. Este período visa permitir a eliminação do vírus vacinal do leite materno. É importante ressaltar que o esquema vacinal no Brasil para a população geral é de dose única, conforme as recomendações da OMS, que considera uma dose suficiente para conferir proteção duradoura. Outras considerações incluem o período de espera para doadores de sangue (4 semanas) e a possibilidade de coadministração com outras vacinas, exceto para crianças menores de 2 anos que não devem receber a vacina da febre amarela junto com outras vacinas atenuadas.
Em áreas com circulação viral confirmada, a vacinação de lactantes é recomendada. Contudo, é crucial suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação para evitar a transmissão do vírus vacinal ao bebê.
A suspensão do aleitamento materno é recomendada para reduzir o risco de transmissão do vírus vacinal atenuado ao lactente, especialmente em menores de 6 meses, que são mais vulneráveis a eventos adversos graves.
As principais contraindicações incluem imunodeficiência primária ou adquirida, uso de imunossupressores, gestantes (exceto em surtos de alto risco), lactentes menores de 6 meses, e pessoas com histórico de reação anafilática a componentes da vacina.
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