INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente de 38 anos, morador de uma zona urbana não endêmica e sem história de viagens recentes para regiões de risco, vai à unidade básica de saúde (UBS) apresentando histórico vacinal de febre amarela há 9 anos. Ele relata ao médico que um macaco foi encontrado morto perto de sua casa. Diante desse relato, o médico deve
Vacina de febre amarela (desde 2017): dose única confere proteção por toda a vida para a maioria das pessoas. Reforço não é mais rotineiramente necessário.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil estabelecem que uma única dose da vacina contra febre amarela é suficiente para conferir imunidade vitalícia. A presença de epizootias (morte de macacos) é um alerta epidemiológico, mas não altera a conduta para indivíduos já vacinados adequadamente.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus, e transmitida por mosquitos. No Brasil, ocorre sob a forma de ciclo silvestre, onde primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. A morte desses animais (epizootia) funciona como um evento sentinela, alertando para a circulação viral em uma determinada área e o risco de transmissão para humanos não vacinados. A principal medida de prevenção e controle da febre amarela é a vacinação. A vacina é de vírus vivo atenuado e altamente eficaz. Com base em evidências científicas robustas sobre a longa duração da imunidade conferida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil atualizaram suas recomendações. Desde 2017, o esquema vacinal padrão para a febre amarela consiste em uma dose única, válida por toda a vida. A recomendação anterior de uma dose de reforço a cada 10 anos não é mais aplicada para a população geral. Portanto, um indivíduo que recebeu uma dose da vacina, mesmo que há 9 anos, é considerado imunizado. A notificação da epizootia às autoridades de saúde é importante para a vigilância epidemiológica e para a intensificação de campanhas de vacinação para os não vacinados na área, mas não muda a conduta para quem já tem o registro de uma dose da vacina.
Para um paciente com esquema vacinal completo (uma dose da vacina recebida em qualquer momento da vida), a conduta é informar que ele já está protegido e que não há necessidade de dose de reforço. A epizootia serve como alerta para a vacinação de pessoas não imunizadas na região.
Estudos de longa duração demonstraram que uma única dose da vacina de febre amarela (cepa 17D) induz uma resposta imune robusta e duradoura, com produção de anticorpos neutralizantes que persistem por décadas, conferindo proteção por toda a vida na grande maioria dos indivíduos.
Sim, situações muito específicas podem exigir uma segunda dose, como crianças vacinadas antes dos 2 anos de idade (recomenda-se um reforço aos 4 anos), gestantes ou pacientes imunossuprimidos que foram vacinados sob condições especiais e com avaliação de risco-benefício. Para a população geral, a dose única é o padrão.
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