Vacina Febre Amarela: Amamentação e Surto

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Maria é mãe de Miguel, que tem quatro meses. Miguel está em regime de aleitamento exclusivo. Na visita do agente comunitário de saúde, Maria ficou sabendo que está ocorrendo um surto de febre amarela na região onde mora. Quando Maria chega à unidade básica de saúde, sua conduta é:

Alternativas

  1. A) Vacinar Maria e Miguel. O aleitamento pode ser mantido.
  2. B) Vacinar apenas Maria e manter o aleitamento, já que Miguel receberá os anticorpos por imunidade passiva.
  3. C) Vacinar Maria e Miguel e contraindicar a amamentação permanentemente.
  4. D) Vacinar apenas Maria e suspender a amamentação por 10 dias.
  5. E) Vacinar Maria e Miguel e suspender a amamentação por 28 dias.

Pérola Clínica

Mãe amamentando em área de surto de febre amarela → vacinar mãe e suspender aleitamento por 10 dias.

Resumo-Chave

Em situações de surto de febre amarela, a vacinação da mãe que amamenta é recomendada, mas o aleitamento deve ser suspenso por 10 dias após a vacinação devido ao risco teórico de transmissão do vírus vacinal atenuado para o lactente. O lactente menor de 6 meses não deve ser vacinado, pois a vacina é contraindicada nessa faixa etária.

Contexto Educacional

A febre amarela é uma doença viral grave transmitida por mosquitos, e a vacinação é a principal medida preventiva. Em situações de surto, a vacinação da população em risco é crucial. No entanto, existem considerações especiais para grupos vulneráveis, como lactentes e mães que amamentam. Para lactentes, a vacina de febre amarela é contraindicada para menores de 6 meses de idade devido ao risco aumentado de eventos adversos graves, como a encefalite pós-vacinal. Portanto, Miguel, com quatro meses, não deve ser vacinado. A proteção para ele viria da imunidade passiva, caso a mãe já fosse vacinada, ou da proteção do ambiente. Para mães que amamentam em áreas de surto ou com risco elevado de exposição, a vacinação é recomendada. Contudo, devido ao risco teórico de transmissão do vírus vacinal atenuado para o lactente através do leite materno, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a suspensão temporária do aleitamento materno por 10 dias após a vacinação. Durante esse período, o bebê deve ser alimentado com fórmula infantil ou leite humano pasteurizado, se disponível, e a mãe deve ordenhar e descartar o leite para manter a lactação. Após os 10 dias, a amamentação pode ser retomada com segurança.

Perguntas Frequentes

Por que a vacina de febre amarela é contraindicada para lactentes menores de 6 meses?

A vacina de febre amarela é contraindicada para lactentes menores de 6 meses devido ao risco aumentado de eventos adversos graves, como a encefalite pós-vacinal, que é mais frequente nessa faixa etária.

Qual a recomendação para mães que amamentam e precisam ser vacinadas contra febre amarela?

Em situações de risco elevado (como surto), a vacinação da mãe que amamenta é recomendada. No entanto, o aleitamento materno deve ser suspenso por 10 dias após a vacinação para minimizar o risco teórico de transmissão do vírus vacinal atenuado para o lactente.

O que fazer com o leite materno durante a suspensão da amamentação?

Durante o período de suspensão, a mãe deve ser orientada a ordenhar e descartar o leite para manter a produção. O lactente deve ser alimentado com fórmula infantil ou leite humano pasteurizado, se disponível, durante os 10 dias.

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