HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Avalie os seguintes casos clínicos: Caso 1 - Mulher, amamentando seu recém-nascido (exclusivamente ao seio), reside com familiares que estão com febre amarela. Ela nunca foi vacinada para essa doença e a secretaria de saúde do município está vacinando toda a população devido ao surto que ocorre na região. Caso 2 - Lactente de 10 meses está internado em pós-operatório de invaginação intestinal. No leito ao lado, encontra-se menina realizando pulsoterapia por síndrome nefrótica, que desenvolve sinais e sintomas compatíveis com sarampo. Caso 3 - Menino, 5 anos, em tratamento com montelucaste oral e fluticasona inalatória em alta dose, é orientado a não realizar vacina da influenza enquanto seguir com o tratamento. Em relação à conduta vacinai nessas três situações clinicas, afirma-se:I. No caso 1, a paciente deverá receber a vacina da febre amarela e suspender a amamentação de seu recémnascido por no mínimo 10 dias.II. No caso 2, o paciente contactante deverá fazer a vacina do sarampo até 72 horas após o inicio da exposição ao caso índice e deverá ser colocado em isolamento.III. No caso 3, a conduta está correta, uma vez que, devido ao tratamento atual, o paciente é considerado como imunossupresso. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Amamentação em surto de febre amarela → vacinar e suspender amamentação por 10 dias. Contactante de sarampo < 1 ano → vacinar até 72h.
A vacina da febre amarela é contraindicada em lactentes < 6 meses e deve ser avaliada em lactantes, mas em surtos, o benefício pode superar o risco, com recomendação de suspender a amamentação. Para sarampo, a vacinação pós-exposição é eficaz se administrada precocemente. Corticosteroides inalatórios em alta dose não contraindicam vacinas inativadas como a da influenza, e montelucaste não é imunossupressor.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas exige atenção a situações especiais como amamentação, exposição a doenças infecciosas e imunossupressão. As diretrizes vacinais são dinâmicas e adaptadas a contextos epidemiológicos, como surtos. No caso da febre amarela, a vacina é de vírus vivo atenuado. Em lactantes, o risco de transmissão viral pelo leite e encefalite vacinal no bebê é baixo, mas existe. Em surtos, o benefício da vacinação materna pode superar o risco, com recomendação de suspender a amamentação por 10 dias. Para sarampo, a vacina (SCR) é eficaz na profilaxia pós-exposição se administrada em até 72 horas para contactantes suscetíveis. A imunossupressão é uma contraindicação para vacinas de vírus vivos atenuados. No entanto, o uso de corticosteroides inalatórios, mesmo em alta dose, geralmente não confere imunossupressão sistêmica suficiente para contraindicar vacinas inativadas (como a da influenza) ou mesmo algumas vacinas vivas. Montelucaste não é um imunossupressor. É crucial avaliar o grau de imunossupressão antes de contraindicar uma vacina.
Em áreas de surto ou alto risco, a vacinação de mulheres amamentando é recomendada, mas a amamentação deve ser suspensa por pelo menos 10 dias após a vacinação para minimizar o risco teórico de transmissão viral ao lactente.
Contactantes suscetíveis de sarampo devem ser vacinados com a vacina tríplice viral (SCR) em até 72 horas após a primeira exposição para conferir proteção ou atenuar a doença. Lactentes menores de 6 meses podem receber imunoglobulina.
Corticosteroides inalatórios, mesmo em altas doses, geralmente não causam imunossupressão sistêmica suficiente para contraindicar vacinas, incluindo as de vírus vivos atenuados, ao contrário dos corticosteroides sistêmicos em doses elevadas.
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