UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mãe chega à Unidade Básica de Saúde e informa que irá viajar para região endêmica de febre amarela e que, por esse motivo, quer vacinar seu filho de 5 anos, que faz tratamento para HIV/aids, com contagem atual de linfócitos T CD4 de 180 células/mm₃. A conduta é
HIV/AIDS com CD4 < 200 células/mm³ → contraindicação absoluta vacina febre amarela (vírus vivo atenuado).
Pacientes com HIV/AIDS e imunodeficiência grave (CD4 < 200 células/mm³ ou < 15% em crianças de 6 anos ou mais) não devem receber vacinas de vírus vivos atenuados, como a da febre amarela, devido ao risco de doença vacinal disseminada. A segurança e eficácia são comprometidas.
A vacinação contra febre amarela é uma medida crucial de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. No entanto, a vacina é de vírus vivo atenuado e possui contraindicações importantes, sendo a imunodeficiência grave uma das principais. É fundamental que médicos, especialmente residentes, compreendam essas nuances para garantir a segurança do paciente. Em pacientes com HIV/AIDS, a decisão de vacinar contra febre amarela depende do grau de imunossupressão, avaliado principalmente pela contagem de linfócitos T CD4. Se a contagem de CD4 for inferior a 200 células/mm³ (ou < 15% em crianças de 6 anos ou mais), a vacina é absolutamente contraindicada devido ao risco elevado de doença vacinal disseminada. Nesses casos, a proteção deve ser feita através de medidas não farmacológicas e, se a viagem for inevitável, considerar a profilaxia pós-exposição ou adiar a viagem. Para a prática clínica e provas de residência, é vital memorizar as contraindicações absolutas da vacina de febre amarela, incluindo imunodeficiência primária ou adquirida, uso de imunossupressores, gestação (exceto em surtos de alto risco), lactentes menores de 6 meses e histórico de anafilaxia. A dose fracionada não altera a contraindicação em imunodeficiência grave, sendo uma estratégia para otimizar o uso da vacina em surtos ou reduzir eventos adversos em populações específicas.
A vacina de febre amarela é contraindicada em pacientes com imunodeficiência grave (HIV/AIDS com CD4 < 200), gestantes, lactentes < 6 meses, e pessoas com histórico de reação anafilática a componentes da vacina.
Pacientes com imunodeficiência grave, como aqueles com HIV/AIDS e CD4 baixo, têm risco aumentado de desenvolver a doença a partir do vírus vacinal, que é vivo atenuado, podendo levar a infecção disseminada.
A contagem de linfócitos T CD4 é um marcador crucial da imunocompetência. Valores abaixo de 200 células/mm³ indicam imunodeficiência grave e contraindicam vacinas de vírus vivos atenuados.
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