Vacina AstraZeneca COVID-19: Esquema e Intervalo de Doses

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022

Enunciado

De acordo com as normas vigentes em setembro de 2021 da ANVISA, qual deve ser o esquema vacinal da primeira e segunda dose das vacinas aprovadas contra a Covid-19?

Alternativas

  1. A) A Oxford/Covishield (Fiocruz e Astrazeneca) deve ser feita em duas doses, autorizadas para pessoas com 18 anos ou mais. A segunda dose deve ser aplicada entre quatro e doze semanas após a primeira.
  2. B) A Comirnaty (Pfizer/Wyeth) deve ser feita em duas doses, somente autorizadas para pessoas com 18 anos ou mais. A segunda dose deve ser aplicada com um intervalo maior ou igual a 14 dias após a primeira.
  3. C) A Coronavac (Butantan) deve ser feita em duas doses em pessoas com 12 anos ou mais. A segunda dose deve ser aplicada 60 dias após a primeira. 
  4. D) A Janssen Vaccine (Janssen Cilag) deve ser feita em duas doses em pessoas com 18 anos ou mais. A segunda dose deve ser aplicada entre duas a quatro semanas após a primeira. 

Pérola Clínica

Em Set/2021, a vacina Oxford/AstraZeneca (Fiocruz) tinha esquema de 2 doses, intervalo de 4-12 semanas, para >18 anos.

Resumo-Chave

As diretrizes de vacinação contra a COVID-19, especialmente em relação aos intervalos entre as doses, foram dinâmicas e baseadas nas evidências científicas e na disponibilidade das vacinas. A vacina Oxford/AstraZeneca, um vetor viral, demonstrou maior eficácia com um intervalo mais longo entre as doses, otimizando a resposta imune.

Contexto Educacional

A vacinação contra a COVID-19 representou um marco na saúde pública global, e as diretrizes para seu uso foram constantemente atualizadas com base em novas evidências e na evolução da pandemia. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foi responsável pela aprovação e regulamentação dos imunizantes. Compreender os esquemas vacinais vigentes em determinado período é crucial para profissionais de saúde, especialmente em um contexto de prova que exige conhecimento de normas específicas. A vacina Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz, foi uma das principais ferramentas no combate à pandemia. Sua tecnologia de vetor viral utiliza um adenovírus inofensivo para apresentar a proteína Spike do SARS-CoV-2 ao sistema imunológico. Em setembro de 2021, as normas da ANVISA estabeleciam que esta vacina deveria ser administrada em duas doses, com um intervalo recomendado entre quatro e doze semanas após a primeira, e era autorizada para indivíduos com 18 anos ou mais. A escolha do intervalo entre as doses foi baseada em estudos que indicaram uma melhor resposta imune e maior eficácia com um espaçamento mais longo. É importante notar que as recomendações para outras vacinas (Pfizer, Coronavac, Janssen) tinham intervalos e faixas etárias distintas, refletindo suas diferentes tecnologias e perfis de segurança e eficácia. Manter-se atualizado com as diretrizes de imunização é essencial para a prática clínica e para a compreensão das políticas de saúde pública.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo de tecnologia da vacina Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19?

A vacina Oxford/AstraZeneca (também conhecida como Covishield ou Fiocruz) utiliza a tecnologia de vetor viral não replicante. Ela usa um adenovírus de chimpanzé modificado para entregar o material genético da proteína Spike do SARS-CoV-2, induzindo uma resposta imune.

Por que o intervalo entre as doses da vacina AstraZeneca era de 4 a 12 semanas?

Estudos demonstraram que um intervalo mais longo entre a primeira e a segunda dose da vacina AstraZeneca, especialmente de 8 a 12 semanas, resultava em uma resposta imune mais robusta e maior eficácia da vacina, otimizando a proteção contra a COVID-19.

Quais eram as principais diferenças nos esquemas vacinais das vacinas COVID-19 aprovadas no Brasil em 2021?

Em 2021, as vacinas aprovadas tinham diferentes tecnologias e esquemas: AstraZeneca (vetor viral, 2 doses, 4-12 semanas), Pfizer (mRNA, 2 doses, 21 dias), Coronavac (vírus inativado, 2 doses, 14-28 dias) e Janssen (vetor viral, dose única). As idades autorizadas também variavam.

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