FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Uma forma eficaz de prevenção do câncer de colo uterino e das verrugas genitais é a vacina contra o HPV. Em relação a essa medida, é correto afirmar que:
Vacina HPV (MS) = Meninos e meninas de 9 a 14 anos em dose única (esquema atualizado).
A vacinação é profilática (não terapêutica) e foca na faixa etária pré-exposição sexual para máxima eficácia contra subtipos oncogênicos e verrugas.
A vacina quadrivalente contra o HPV é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes na redução da incidência do câncer de colo do útero, além de prevenir cânceres de ânus, vulva, vagina e orofaringe, e verrugas anogenitais (condilomas). O sucesso da estratégia depende da aplicação antes do início da vida sexual, garantindo imunidade antes de qualquer contato com o vírus. Recentemente, o Brasil adotou o esquema de dose única para o público geral de 9 a 14 anos, visando aumentar a cobertura vacinal. É fundamental destacar que a vacina é profilática e não possui efeito terapêutico em lesões precursoras ou câncer invasivo já estabelecido. O rastreio com Papanicolau continua sendo necessário mesmo em mulheres vacinadas.
No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o HPV para meninos e meninas na faixa etária de 9 a 14 anos. Recentemente, em 2024, o esquema vacinal foi simplificado para uma dose única, visando aumentar a adesão e a cobertura vacinal entre os adolescentes. O objetivo principal dessa estratégia é imunizar os jovens antes do início da vida sexual, garantindo que eles estejam protegidos contra os tipos mais comuns e oncogênicos do vírus antes de qualquer exposição. A vacina oferecida é a quadrivalente, que confere proteção contra os tipos 6 e 11 (causadores de verrugas genitais) e os tipos 16 e 18 (responsáveis pela grande maioria dos casos de câncer de colo uterino, ânus e orofaringe). Manter as coberturas vacinais elevadas é a estratégia mais custo-efetiva para a erradicação do câncer cervical como problema de saúde pública.
Pacientes imunossuprimidos, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, e pessoas vivendo com HIV/AIDS possuem uma recomendação diferenciada para a vacina contra o HPV. Para esse grupo específico, a vacina é indicada em uma faixa etária ampliada, abrangendo homens e mulheres dos 9 aos 45 anos de idade. Além disso, o esquema vacinal para imunossuprimidos não segue a dose única do público geral, exigindo obrigatoriamente três doses (esquema 0, 2 e 6 meses) para garantir uma resposta imunológica adequada, dado que a imunossupressão pode comprometer a produção de anticorpos. A vacina é segura para esses pacientes, pois é composta por partículas semelhantes ao vírus (VLPs) e não contém material genético viral vivo, não havendo risco de causar a doença. A imunização é crucial nesse grupo, pois eles apresentam maior risco de persistência da infecção pelo HPV e progressão para lesões malignas.
Não, a vacina quadrivalente distribuída pelo SUS não previne a infecção por todos os tipos de HPV, mas sim contra os quatro subtipos de maior relevância clínica no Brasil. Ela protege contra os tipos 16 e 18, que são de alto risco oncogênico e responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero no mundo, e contra os tipos 6 e 11, que são de baixo risco oncogênico, mas causam aproximadamente 90% das verrugas genitais (condilomas). Existem mais de 200 tipos de HPV identificados, e embora a vacina possa conferir alguma proteção cruzada contra outros tipos, ela não substitui a necessidade de rastreamento periódico. Mulheres vacinadas devem continuar realizando o exame citopatológico (Papanicolau) conforme as diretrizes nacionais, pois ainda podem ser infectadas por outros tipos oncogênicos não cobertos pela vacina quadrivalente.
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