Vacina HPV: Esquema de Doses e Eficácia

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Os subtipos 16 e 18 do papiloma vírus humano (HPV) são responsáveis por mais de 60% dos casos de câncer de colo uterino. Desse modo, vacinas contra o HPV foram desenvolvidas por grandes laboratórios. A respeito delas, sabe-se que

Alternativas

  1. A) há a vacina monovalente e a trivalente.
  2. B) são administradas, geralmente, em 3 doses, no esquema: 0 – 2 – 6 meses.
  3. C) são vacinas terapêuticas e, não, profiláticas.
  4. D) não podem ser administradas após o início das atividades sexuais.
  5. E) não conferem imunidade cruzada contra outros subtipos do HPV.

Pérola Clínica

Vacina HPV: esquema de 3 doses geralmente 0-2-6 meses, é profilática e confere imunidade cruzada.

Resumo-Chave

As vacinas contra o HPV são profiláticas, visam prevenir a infecção pelos subtipos mais oncogênicos (16 e 18, entre outros) e são administradas em esquemas de 2 ou 3 doses, dependendo da idade e do tipo de vacina. O esquema clássico de 3 doses é 0-2-6 meses.

Contexto Educacional

As vacinas contra o Papilomavírus Humano (HPV) representam um avanço significativo na prevenção do câncer de colo uterino e outras doenças relacionadas ao HPV, como cânceres anais, orofaríngeos e verrugas genitais. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis pela maioria dos casos de câncer cervical, e as vacinas atuais cobrem esses tipos, além de outros de alto risco e de baixo risco (como 6 e 11, causadores de verrugas). Existem diferentes tipos de vacinas (bivalente, quadrivalente e nonavalente), que protegem contra um número variável de subtipos de HPV. O esquema de administração varia com a idade e o tipo de vacina, sendo o esquema de 0, 2 e 6 meses comum para 3 doses. É crucial ressaltar que as vacinas são profiláticas, ou seja, previnem a infecção e as doenças associadas, mas não tratam infecções ou lesões já existentes. Sua eficácia é máxima antes do início da vida sexual, mas ainda oferecem benefício se administradas posteriormente. Além da prevenção primária com a vacinação, o rastreamento citopatológico (Papanicolau) continua sendo essencial para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas em mulheres vacinadas e não vacinadas. A vacinação em massa tem o potencial de reduzir drasticamente a incidência de câncer de colo uterino, sendo uma ferramenta fundamental de saúde pública. A imunidade cruzada contra outros subtipos de HPV, embora limitada, também contribui para a proteção geral.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema de doses recomendado para a vacina HPV?

O esquema de doses da vacina HPV varia conforme a idade. Para adolescentes de 9 a 14 anos, geralmente são duas doses (0 e 6 meses). Para indivíduos a partir de 15 anos ou imunocomprometidos, o esquema padrão é de três doses (0, 2 e 6 meses), embora a vacina nonavalente possa ter um esquema de duas doses para certas idades.

A vacina HPV é terapêutica ou profilática?

A vacina HPV é profilática, ou seja, ela previne a infecção pelos tipos de HPV contidos na vacina e, consequentemente, as doenças associadas, como o câncer de colo uterino. Ela não tem efeito terapêutico em infecções já estabelecidas ou lesões pré-existentes.

A vacina HPV confere imunidade cruzada contra outros subtipos?

Sim, as vacinas HPV, especialmente as quadrivalente e nonavalente, podem conferir alguma imunidade cruzada contra subtipos de HPV não incluídos diretamente na vacina, mas que são geneticamente relacionados aos tipos vacinais. Isso amplia o espectro de proteção.

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