UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2018
Texto 1 - Grande SP registra 2 mortes por febre amarela em 3 casos confirmados A Secretaria de Saúde de São Paulo [informou] 03 casos confirmados de pessoas infectadas por febreamarela na Região Metropolitana de São Paulo. Duas morreram. A terceira pessoa é uma mulher de 27 anos que está internada no Hospital das Clínicas onde foi submetida a um transplante de fígado e está em coma, segundo a assessoria do hospital. Elas teriam contraído a doença em Mairiporã, cidade a cerca de 40 km de São Paulo, durante as festas de fim de ano. São as primeiras mortes de febre amarela de pessoas infectadas na Grande São Paulo desde que começou a série de mortes de macacos infectados no ano passado. A Prefeitura de Mairiporã informou que investiga 20 casos suspeitos de febre amarela notificados desde 13 de dezembro [2017]. Seriam 18 moradores da cidade, 01 de Santo André e 01 de São Paulo. Dos 20 casos suspeitos, 09 pessoas morreram. Fonte: https://www.promedmail.org/pt - 06 jan 2018. Suponha que você atendeu um paciente de 25 anos de idade que o procurou no Serviço de Atenção Primária em busca de informações sobre prevenção contra febre amarela, pois pretende viajar para Mairiporã em cerca de 20 dias. Qual a recomendação CORRETA a ser feita?
Febre Amarela → Dose única vitalícia para proteção permanente (MS/OMS).
Desde 2017, o Brasil adotou a recomendação da OMS de dose única da vacina contra febre amarela para toda a vida, eliminando a necessidade de reforços a cada 10 anos.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre; Aedes aegypti no ciclo urbano). A vacinação é a medida mais eficaz de controle. O surto ocorrido no Sudeste brasileiro entre 2017 e 2018 reforçou a importância da cobertura vacinal em áreas anteriormente consideradas indenes. A transição para o esquema de dose única baseou-se em evidências de imunogenicidade persistente, otimizando recursos e reduzindo riscos de eventos adversos graves associados à revacinação.
A vacina contra a febre amarela deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem para áreas de risco. Esse período é necessário para que o organismo desenvolva níveis protetores de anticorpos neutralizantes contra o vírus, garantindo a eficácia da imunização antes da exposição potencial.
De acordo com as diretrizes atuais do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, uma única dose da vacina contra a febre amarela é suficiente para conferir imunidade duradoura por toda a vida. Não há mais indicação de reforços a cada 10 anos para a população geral, independentemente da idade em que a primeira dose foi aplicada (desde que após os 9 meses).
A vacina é composta por vírus vivo atenuado, sendo contraindicada para crianças menores de 6 meses, indivíduos com imunodeficiência grave (como neoplasias em quimioterapia, transplantados ou HIV com CD4 < 200), e pessoas com histórico de reação anafilática ao ovo. Idosos acima de 60 anos e gestantes devem passar por avaliação médica criteriosa de risco-benefício.
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