Patologia das Uveítes: Diagnóstico e Características

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

É correto afirmar sobre a patologia das uveítes que:

Alternativas

  1. A) Treponema pallidum e Toxocara canis têm tropismo pelas células do epitélio pigmentado da retina.
  2. B) Nódulos de Dalen-Fuchs são acúmulos de neutrófilos característicos da fase aguda da oftalmia simpática.
  3. C) Cistos viáveis de Toxoplasma gondii raramente são encontrados na periferia de cicatriz da retina.
  4. D) A uveíte intermediária caracteriza-se por vasculite periférica e focos de células inflamatórias com predomínio de linfócitos.

Pérola Clínica

Uveíte intermediária = vasculite periférica + 'snowballs' (linfócitos) no vítreo.

Resumo-Chave

A uveíte intermediária envolve inflamação primária do vítreo e retina periférica, manifestando-se com vasculite e agregados celulares (snowballs/snowbanks).

Contexto Educacional

A uveíte intermediária é uma forma de inflamação intraocular que afeta principalmente o corpo vítreo e a retina periférica. É essencial distinguir entre as formas idiopáticas (pars planitis) e aquelas associadas a doenças sistêmicas como sarcoidose ou esclerose múltipla. O diagnóstico baseia-se na visualização de células no vítreo e exsudatos na pars plana. A compreensão da histopatologia, como os nódulos de Dalen-Fuchs na oftalmia simpática, é crucial para diferenciar uveítes granulomatosas de não granulomatosas, orientando o manejo terapêutico com corticosteroides ou imunomoduladores.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a uveíte intermediária?

A uveíte intermediária é caracterizada por inflamação vítrea predominante, frequentemente associada a vasculite periférica e a presença de 'snowballs' ou 'snowbanks', que são agregados de células inflamatórias, principalmente linfócitos, na periferia da retina e pars plana.

O que são os Nódulos de Dalen-Fuchs?

São pequenos nódulos amarelados sub-retinianos encontrados na oftalmia simpática e na síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada. Histologicamente, consistem em acúmulos de células epitelioides, macrófagos e linfócitos entre o epitélio pigmentado da retina e a membrana de Bruch, e não neutrófilos.

Qual o tropismo do Toxoplasma gondii na retina?

O Toxoplasma gondii tem tropismo pela retina neurossensorial. Cistos viáveis podem permanecer latentes em áreas de cicatrizes coriorretinianas antigas, podendo causar recidivas da retinocoroidite quando o cisto se rompe e libera bradizoítos.

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