Uveíte Intermediária: Associações Sistêmicas e Manejo

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012

Enunciado

Sobre a uveíte intermediária, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Catarata é a complicação mais comum
  2. B) É mais comum em idosos
  3. C) Associa-se a doenças sistêmicas como esclerose múltipla, hepatite C e linfoma
  4. D) Corticoide tópico é eficaz na maioria dos casos

Pérola Clínica

Uveíte intermediária + Jovem → Investigar Esclerose Múltipla.

Resumo-Chave

A uveíte intermediária é caracterizada por inflamação vítrea e está frequentemente associada a condições sistêmicas como esclerose múltipla, sarcoidose e linfoma.

Contexto Educacional

A uveíte intermediária representa cerca de 10% de todas as uveítes e afeta predominantemente crianças e adultos jovens. Clinicamente, o paciente queixa-se de moscas volantes e visão turva, sem dor ou fotofobia significativa, a menos que haja uma uveíte anterior associada. O diagnóstico exige um mapeamento de retina cuidadoso com depressão escleral para visualizar a pars plana. O manejo foca na prevenção e tratamento do edema macular cistoide (EMC), que é a complicação mais frequente e ameaçadora à visão, superando a catarata e o glaucoma secundário em incidência.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre uveíte intermediária e pars planitis?

Uveíte intermediária é o termo genérico para inflamação primária no vítreo e corpo ciliar. O termo 'pars planitis' é reservado para o subgrupo idiopático da uveíte intermediária que apresenta formação de 'snowbanks' (exsudatos na pars plana) ou 'snowballs' (agregados inflamatórios no vítreo).

Quais são as principais associações sistêmicas?

As associações mais importantes incluem a Esclerose Múltipla (presente em até 10-15% dos casos), Sarcoidose, Doença de Lyme e, em pacientes mais velhos, o Linfoma Intraocular (mascarado como uveíte). A associação com Hepatite C também é descrita na literatura.

Como é feito o tratamento inicial?

Diferente das uveítes anteriores, o corticoide tópico é pouco eficaz para atingir o segmento posterior. O tratamento geralmente envolve injeções perioculares de corticoide (subtenoniana), implantes intravítreos ou terapia sistêmica com imunossupressores em casos crônicos ou bilaterais graves.

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