CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Sobre a uveíte intermediária, é correto afirmar que:
Uveíte intermediária + Jovem → Investigar Esclerose Múltipla.
A uveíte intermediária é caracterizada por inflamação vítrea e está frequentemente associada a condições sistêmicas como esclerose múltipla, sarcoidose e linfoma.
A uveíte intermediária representa cerca de 10% de todas as uveítes e afeta predominantemente crianças e adultos jovens. Clinicamente, o paciente queixa-se de moscas volantes e visão turva, sem dor ou fotofobia significativa, a menos que haja uma uveíte anterior associada. O diagnóstico exige um mapeamento de retina cuidadoso com depressão escleral para visualizar a pars plana. O manejo foca na prevenção e tratamento do edema macular cistoide (EMC), que é a complicação mais frequente e ameaçadora à visão, superando a catarata e o glaucoma secundário em incidência.
Uveíte intermediária é o termo genérico para inflamação primária no vítreo e corpo ciliar. O termo 'pars planitis' é reservado para o subgrupo idiopático da uveíte intermediária que apresenta formação de 'snowbanks' (exsudatos na pars plana) ou 'snowballs' (agregados inflamatórios no vítreo).
As associações mais importantes incluem a Esclerose Múltipla (presente em até 10-15% dos casos), Sarcoidose, Doença de Lyme e, em pacientes mais velhos, o Linfoma Intraocular (mascarado como uveíte). A associação com Hepatite C também é descrita na literatura.
Diferente das uveítes anteriores, o corticoide tópico é pouco eficaz para atingir o segmento posterior. O tratamento geralmente envolve injeções perioculares de corticoide (subtenoniana), implantes intravítreos ou terapia sistêmica com imunossupressores em casos crônicos ou bilaterais graves.
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