CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Qual das afecções pode estar associada à esclerose múltipla?
EM → Uveíte intermediária (pars planite) é a principal associação inflamatória intraocular além da neurite.
A uveíte intermediária é caracterizada por inflamação no vítreo e pars plana. Sua associação com a esclerose múltipla é bem estabelecida, ocorrendo em até 10% dos pacientes com EM.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central que possui diversas manifestações oftalmológicas. Além da neurite óptica retrobulbar, a uveíte intermediária é uma complicação inflamatória importante. A fisiopatologia compartilhada envolve a ativação de linfócitos T autorreativos que podem atacar tanto a mielina quanto antígenos oculares. Clinicamente, o paciente com uveíte intermediária associada à EM pode ser assintomático nas fases iniciais ou queixar-se de moscas volantes. O tratamento geralmente foca no controle da doença sistêmica com imunomoduladores, mas casos de edema macular cistoide secundário à uveíte podem exigir corticoterapia local ou sistêmica.
A uveíte intermediária, frequentemente manifestada como pars planite, é a forma de inflamação intraocular mais comumente associada à esclerose múltipla (EM). Embora a neurite óptica seja a manifestação neuro-oftalmológica clássica, a uveíte intermediária ocorre com uma frequência significativamente maior em pacientes com EM do que na população geral, caracterizando-se por exsudatos no corpo vítreo conhecidos como 'snowballs' e 'snowbanks'.
Snowballs são agregados inflamatórios esbranquiçados que flutuam no humor vítreo inferior. Já os snowbanks são exsudatos fibrovasculares esbranquiçados que se acumulam sobre a pars plana, geralmente na periferia inferior da retina. Ambos são sinais patognomônicos de uveíte intermediária crônica e sugerem a necessidade de investigação para doenças sistêmicas como a esclerose múltipla ou sarcoidose.
A neurite óptica apresenta-se tipicamente com perda visual aguda, dor à movimentação ocular e defeito pupilar aferente relativo, sem sinais de inflamação no vítreo. A uveíte intermediária manifesta-se com moscas volantes e visão turva devido à vitrite, mas sem a dor característica da neurite. O exame de mapeamento de retina com depressão escleral é fundamental para visualizar a pars plana e confirmar a uveíte.
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