TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Um oftalmologista relata que seu paciente, um homem de 30 anos, possui uma uveíte anterior, com hiperemia conjuntival, dor e fotofobia intensa. Refere sinéquias bilaterais e assimétricas e informa que quadros semelhantes ocorreram no passado do paciente. Considerando apenas essas informações, a hipótese diagnóstica mais provável, dentre as listadas abaixo, é:
Uveíte anterior aguda recorrente + sinéquias + jovem → Pesquisar HLA-B27 e Espondiloartrites.
A uveíte anterior associada ao HLA-B27 é tipicamente aguda, unilateral (podendo alternar), recorrente e apresenta exsudação fibrinosa intensa que predispõe à formação de sinéquias.
A uveíte anterior é a forma mais comum de inflamação intraocular. Quando associada ao alelo HLA-B27, apresenta um curso clínico característico de crises súbitas e intensas. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T em indivíduos geneticamente predispostos, muitas vezes desencadeada por gatilhos ambientais ou infecciosos. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações como catarata secundária, glaucoma e perda visual permanente, além de permitir o diagnóstico de doenças reumatológicas subjacentes.
Apresenta-se como uveíte anterior aguda, geralmente unilateral mas com tendência a alternar entre os olhos em episódios diferentes. É marcada por dor ocular, fotofobia, hiperemia ciliar e presença de células na câmara anterior (Tyndall). A intensa reação inflamatória frequentemente leva à formação de sinéquias posteriores (aderências entre a íris e o cristalino).
A uveíte anterior HLA-B27 positiva está fortemente associada às espondiloartrites, como a espondilite anquilosante, artrite reativa e artrite psoriásica. Cerca de 50% dos pacientes com uveíte anterior aguda idiopática são HLA-B27 positivos, e muitos destes desenvolverão manifestações articulares ao longo da vida.
O tratamento baseia-se no controle da inflamação com corticosteroides tópicos frequentes e no uso de midriáticos/cicloplégicos para prevenir ou romper sinéquias e aliviar a dor do espasmo ciliar. Em casos recorrentes ou graves, a investigação sistêmica para doenças autoimunes e a tipagem do HLA-B27 são mandatórias.
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