Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
O Teste Ergométrico - TE está amplamente disponível com reconhecida utilidade, pois permite:
Teste Ergométrico = avalia repercussão cardiovascular + eficácia terapêutica.
O Teste Ergométrico é uma ferramenta diagnóstica e prognóstica valiosa em cardiologia. Ele não apenas ajuda a identificar a presença e a extensão de doenças cardiovasculares, como a doença arterial coronariana, mas também é fundamental para monitorar a resposta do paciente a intervenções terapêuticas, sejam elas medicamentosas ou cirúrgicas.
O Teste Ergométrico (TE), ou teste de esforço, é um exame não invasivo amplamente utilizado na cardiologia para avaliar a resposta do sistema cardiovascular ao estresse físico. Sua principal utilidade reside na capacidade de diagnosticar e estratificar o risco de doenças cardiovasculares, especialmente a doença arterial coronariana (DAC), ao induzir isquemia miocárdica em condições controladas. Além do diagnóstico, o TE é fundamental para avaliar a repercussão funcional de doenças cardíacas, como valvulopatias ou miocardiopatias, e para determinar a capacidade funcional de um indivíduo. Mais importante ainda, ele permite monitorar a eficácia de intervenções terapêuticas, sejam elas farmacológicas (como antianginosos) ou não farmacológicas (como reabilitação cardíaca ou pós-intervenção coronariana percutânea), ajustando o plano de tratamento conforme a resposta ao esforço. A interpretação do TE envolve a análise de sintomas, alterações eletrocardiográficas (principalmente do segmento ST), resposta da pressão arterial e frequência cardíaca, e a capacidade de esforço atingida. É uma ferramenta indispensável tanto para a prática clínica quanto para a preparação de residentes, pois integra conceitos de fisiologia do exercício e fisiopatologia cardiovascular.
As principais indicações incluem diagnóstico de doença arterial coronariana, avaliação da capacidade funcional, estratificação de risco pós-infarto, avaliação de arritmias induzidas por esforço e monitoramento da resposta a tratamentos.
Ele avalia a eficácia comparando a tolerância ao esforço, o surgimento de sintomas, as alterações eletrocardiográficas e a resposta hemodinâmica antes e após a implementação de um tratamento, indicando melhora ou piora.
Achados anormais incluem depressão do segmento ST, angina induzida por esforço, arritmias complexas, queda da pressão arterial sistólica durante o esforço e baixa capacidade funcional para a idade e sexo.
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