IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
Malformações uterinas são importantes causas de abortamento habitual. Elas deformam a cavidade uterina e prejudicam o desempenho reprodutivo, aumentando o risco de abortamento, parto prematuro, restrição de crescimento fetal, ruptura prematura das membranas e apresentação anômala. Marque a opção abaixo que configura o tipo de malformação com pior prognóstico obstétrico:
Útero septado → Pior prognóstico obstétrico entre malformações uterinas (maior risco abortamento).
O útero septado é a malformação uterina mais comum e a que apresenta o pior prognóstico obstétrico, estando associado às maiores taxas de abortamento habitual, parto prematuro e outras complicações, devido à má vascularização do septo.
As malformações uterinas, resultantes de falhas no desenvolvimento dos ductos de Müller durante a embriogênese, são causas significativas de infertilidade e complicações obstétricas, como abortamento habitual, parto prematuro e restrição de crescimento fetal. A compreensão das diferentes classificações e seus respectivos prognósticos é crucial para o ginecologista e obstetra, especialmente em contextos de residência médica, para um manejo adequado e aconselhamento preciso das pacientes. Entre as diversas malformações uterinas, o útero septado é reconhecido como o tipo mais comum e o que apresenta o pior prognóstico obstétrico. Caracteriza-se pela presença de um septo fibroso ou muscular que divide total ou parcialmente a cavidade uterina, sem afetar o contorno externo do útero. A má vascularização desse septo impede uma implantação embrionária adequada e o desenvolvimento fetal saudável, resultando em taxas elevadas de abortamento (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro e outras complicações. O diagnóstico do útero septado pode ser realizado por métodos de imagem como ultrassonografia tridimensional, histerossalpingografia ou ressonância magnética. Diferenciá-lo do útero bicorno é fundamental, pois o útero bicorno, embora também seja uma malformação, geralmente tem um prognóstico obstétrico melhor. O tratamento de escolha para o útero septado, visando melhorar os resultados gestacionais, é a septoplastia histeroscópica, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que remove o septo e restaura a cavidade uterina.
O útero septado possui um septo fibroso ou muscular que divide a cavidade uterina. Este septo é mal vascularizado, o que impede a implantação adequada do embrião ou o crescimento fetal, levando a altas taxas de abortamento e parto prematuro.
As principais complicações incluem abortamento de repetição (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, restrição de crescimento fetal, apresentação fetal anômala (p. ex., pélvica) e, em menor grau, infertilidade.
O diagnóstico é feito por ultrassonografia 3D, histerossalpingografia ou ressonância magnética. O tratamento de escolha para melhorar o prognóstico obstétrico é a septoplastia histeroscópica, um procedimento minimamente invasivo que remove o septo.
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