SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Uma paciente de 18 anos de idade relatou ter dificuldade em manter relações sexuais, pois sente muita dor durante a penetração. Ao exame ginecológico, foi detectada a existência de dois colos uterinos e um septo vaginal longitudinal. O ginecologista informou à paciente que se trata de um útero didelfo.Com base nessa situação hipotética e em relação a essa afecção, é correto afirmar que
Útero didelfo = falha na fusão dos dutos paramesonéfricos → dois úteros, dois colos, septo vaginal.
O útero didelfo é uma anomalia congênita do desenvolvimento mülleriano, resultante da falha completa na fusão dos dois dutos paramesonéfricos durante a embriogênese. Isso leva à formação de dois úteros separados, dois colos uterinos e, frequentemente, um septo vaginal longitudinal, podendo causar dispareunia e complicações obstétricas.
O útero didelfo é uma das anomalias congênitas do trato reprodutor feminino, resultante de um erro no desenvolvimento embriológico. Sua compreensão é crucial para ginecologistas e obstetras, pois pode impactar a vida sexual, reprodutiva e obstétrica da paciente. A condição é caracterizada pela presença de dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo uterino, e frequentemente acompanhada por um septo vaginal longitudinal. A fisiopatologia reside na falha completa da fusão dos dutos paramesonéfricos (ou dutos de Müller) durante a 6ª a 12ª semana de gestação. Normalmente, esses dutos se fundem para formar o útero, colo e parte superior da vagina. Quando essa fusão não ocorre, cada duto se desenvolve independentemente. O diagnóstico pode ser suspeitado no exame ginecológico (se houver septo vaginal) e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal 3D, ressonância magnética pélvica ou histerossalpingografia. As implicações clínicas variam, desde pacientes assintomáticas até aquelas com dispareunia (devido ao septo vaginal), dismenorreia, infertilidade, abortos de repetição e complicações obstétricas como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e apresentações fetais anômalas. O tratamento é individualizado; a ressecção do septo vaginal pode ser indicada para melhorar a dispareunia ou facilitar o parto, enquanto a correção cirúrgica dos úteros (metroplastia) raramente é necessária e controversa.
O útero didelfo resulta da falha completa na fusão dos dutos paramesonéfricos (Müller) durante o desenvolvimento embrionário, levando à formação de dois úteros e dois colos uterinos separados.
Pacientes com útero didelfo podem ser assintomáticas ou apresentar dispareunia (dor na relação sexual), dismenorreia, infertilidade, abortos de repetição e complicações obstétricas como parto prematuro ou apresentação anômala.
O diagnóstico é feito por exame físico (se houver septo vaginal), ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética pélvica ou histerossalpingografia. O tratamento geralmente é conservador, mas a ressecção do septo vaginal pode ser indicada para melhorar a dispareunia ou facilitar o parto.
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