HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Durante uma ultra-sonografia de rotina, diagnosticou-se útero didelfo em uma mulher de 26 anos. Pode-se afirmar que essa alteração corresponde à ausência de:
Útero didelfo → ausência completa de fusão dos ductos de Müller, resultando em dois úteros e dois cervices.
O útero didelfo é uma malformação uterina congênita rara, resultante da falha completa na fusão dos ductos paramesonéfricos (de Müller) durante o desenvolvimento embrionário. Isso leva à formação de dois úteros separados, cada um com seu próprio colo e, frequentemente, uma vagina dupla.
O útero didelfo é uma das malformações uterinas congênitas, com prevalência estimada em 0,1% a 0,5% na população feminina geral. É clinicamente importante devido às suas potenciais implicações na fertilidade e nos resultados obstétricos, sendo um tema relevante para a ginecologia e obstetrícia. A fisiopatologia do útero didelfo reside na falha completa da fusão dos ductos paramesonéfricos (de Müller) durante a embriogênese, entre a 6ª e 12ª semana de gestação. Cada ducto se desenvolve independentemente, formando um útero, colo e, frequentemente, uma hemivagina separados. O diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem. O tratamento do útero didelfo é geralmente conservador, a menos que haja complicações como infertilidade ou abortos de repetição. A cirurgia (metroplastia) é raramente indicada, pois a taxa de sucesso obstétrico pode ser razoável. O prognóstico reprodutivo é variável, mas muitas mulheres conseguem gestar, embora com riscos aumentados.
Muitas mulheres com útero didelfo são assintomáticas, mas podem apresentar dismenorreia, dispareunia, infertilidade, abortos de repetição e partos prematuros.
O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia pélvica, ressonância magnética (RM) ou histeroscopia/laparoscopia, que permitem visualizar a anatomia uterina.
Pacientes com útero didelfo têm maior risco de aborto espontâneo, parto prematuro, apresentação pélvica e restrição de crescimento intrauterino, devido à menor capacidade uterina.
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