SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Paciente com 20 anos de idade veio ao ambulatório de ginecologia para mostrar exame ecográfico demonstrando útero com duas cavidades. Assintomática, GOPO0, usa pílula combinada como método contraceptivo. O exame ginecológico revelou dois colos. Realizou ressonância nuclear magnética que demonstrou útero com dois corpos e colo duplicado. Ovários normais. De acordo com o exposto acima, assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico e à fisiopatologia.
Útero didelfo = dois corpos, dois colos, duas cavidades → falha completa de fusão dos ductos de Müller.
O útero didelfo é uma malformação uterina congênita caracterizada pela presença de dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo e cavidade endometrial. Essa condição resulta da ausência total de fusão dos ductos de Müller durante o desenvolvimento embrionário, que são os precursores do trato reprodutor feminino. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética.
As malformações uterinas congênitas, também conhecidas como anomalias müllerianas, resultam de alterações no desenvolvimento e fusão dos ductos de Müller durante a embriogênese. Essas anomalias são importantes na ginecologia e obstetrícia devido ao seu potencial impacto na fertilidade e nos resultados gestacionais. O útero didelfo, em particular, representa uma falha completa na fusão desses ductos, resultando em uma duplicação completa do trato reprodutor superior. Do ponto de vista fisiopatológico, os ductos de Müller são estruturas embrionárias que normalmente se fundem na linha média para formar o útero, as tubas uterinas e o terço superior da vagina. No útero didelfo, essa fusão não ocorre, levando à formação de dois úteros distintos, cada um com sua própria cavidade endometrial e colo uterino. A condição pode ser assintomática, mas é frequentemente associada a problemas reprodutivos, como infertilidade, abortamento de repetição e parto prematuro. O diagnóstico é fundamentalmente baseado em exames de imagem. A ultrassonografia pode levantar a suspeita, mas a ressonância nuclear magnética (RNM) é considerada o padrão ouro para a caracterização detalhada da anatomia uterina e para diferenciar o útero didelfo de outras anomalias, como o útero bicorno ou septado. O manejo geralmente é conservador para pacientes assintomáticas, mas pode envolver intervenções cirúrgicas em casos de complicações reprodutivas ou sintomas obstrutivos.
O útero didelfo é uma malformação uterina congênita rara caracterizada pela presença de dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo e, frequentemente, duas vaginas. Sua causa embriológica é a falha completa de fusão dos ductos de Müller (ou paramesonéfricos) durante o desenvolvimento fetal, que são as estruturas precursoras do útero, tubas uterinas e terço superior da vagina.
O diagnóstico do útero didelfo é feito por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal ou pélvica pode sugerir a condição, mas a ressonância nuclear magnética (RNM) da pelve é o método de escolha para confirmar o diagnóstico e detalhar a anatomia, permitindo diferenciar de outras malformações uterinas, como o útero bicorno ou septado, ao visualizar claramente os dois corpos e dois colos.
Muitas pacientes com útero didelfo são assintomáticas, como no caso apresentado. No entanto, pode estar associado a complicações obstétricas, como abortos de repetição, partos prematuros, apresentação pélvica e restrição de crescimento intrauterino. Raramente, pode causar dismenorreia ou dispareunia se houver obstrução em um dos hemicorpos vaginais.
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