São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Uma paciente de 21 anos comparece ao consultório do ginecologista solicitando coleta de Papanicolaou. Durante o exame o Ginecologista nota a presença de dois colos uterinos. Solicitado ultrassom endovaginal, fica evidente a duplicação total do útero. Trata-se, portanto, de útero:
Útero didelfo = duplicação total do útero, dois colos uterinos e duas cavidades endometriais.
O útero didelfo é uma malformação mülleriana caracterizada pela falha completa de fusão dos ductos paramesonéfricos (Müller). Isso resulta em dois úteros separados, cada um com seu próprio colo e cavidade endometrial, podendo estar associado a duplicação vaginal. O diagnóstico é feito por imagem, como ultrassom ou ressonância magnética.
As malformações uterinas, ou anomalias müllerianas, são condições congênitas que resultam de falhas no desenvolvimento e fusão dos ductos paramesonéfricos. O útero didelfo representa uma das formas mais completas dessas anomalias, caracterizada pela presença de dois úteros totalmente separados, cada um com seu próprio colo e cavidade endometrial. Essa condição pode ser assintomática ou manifestar-se com sintomas como dismenorreia, dispareunia e, mais preocupantemente, complicações obstétricas como infertilidade, abortos de repetição e partos prematuros. O diagnóstico do útero didelfo é frequentemente realizado durante exames ginecológicos de rotina, onde a presença de dois colos uterinos pode ser notada, ou por meio de exames de imagem como ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia e ressonância magnética. A diferenciação de outras malformações, como o útero septado ou bicorno, é crucial para o manejo adequado, pois cada tipo de anomalia mülleriana possui implicações clínicas e abordagens terapêuticas distintas. Embora muitas mulheres com útero didelfo consigam ter gestações bem-sucedidas, a condição pode aumentar o risco de complicações. O manejo é individualizado, focando na resolução de sintomas e na otimização dos resultados reprodutivos. Para residentes, o conhecimento aprofundado sobre a embriologia do trato reprodutor feminino e a classificação das malformações uterinas é essencial para o diagnóstico correto e o aconselhamento adequado das pacientes.
O útero didelfo é uma anomalia congênita do trato reprodutor feminino resultante da falha completa de fusão dos ductos paramesonéfricos (Müller) durante o desenvolvimento embrionário. Isso leva à formação de dois úteros separados, cada um com seu próprio colo uterino e, frequentemente, com uma vagina duplicada.
Muitas mulheres com útero didelfo são assintomáticas e a condição é descoberta incidentalmente. No entanto, pode haver dismenorreia, dispareunia, infertilidade, abortos de repetição, partos prematuros ou apresentação pélvica. A presença de dois colos uterinos ao exame ginecológico é um forte indicativo.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal ou 3D, histerossalpingografia e ressonância magnética. O tratamento geralmente não é necessário se a paciente for assintomática. Em casos de complicações reprodutivas, a cirurgia pode ser considerada, mas é complexa e nem sempre indicada.
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