IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Paciente de 20 anos fez ultrassonografia transvaginal e foi diagnosticada como portadora de útero bicorno. Fez ressonância magnética e foi confirmado o diagnóstico. Informa desejo de gravidez em 2 ou 3 anos. A orientação a ser dada a essa paciente é:
Útero bicorno → liberar para engravidar, mas alertar sobre ↑ risco de abortamento e parto prematuro.
O útero bicorno é uma malformação uterina congênita que não impede a gravidez, mas aumenta o risco de complicações obstétricas como abortamento, parto prematuro e apresentação pélvica. A cirurgia corretiva (metroplastia) geralmente não é indicada profilaticamente antes da gestação, sendo reservada para casos de perdas gestacionais recorrentes.
O útero bicorno é uma malformação uterina congênita resultante da fusão incompleta dos ductos de Müller, caracterizada por uma indentação no fundo uterino e dois cornos uterinos. Embora não seja uma causa de infertilidade primária, está associado a um aumento significativo no risco de complicações obstétricas, como abortamento espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, apresentação fetal anômala (pélvica ou transversa) e, menos frequentemente, restrição de crescimento intrauterino. O diagnóstico é estabelecido por ultrassonografia transvaginal e confirmado por ressonância magnética pélvica, que oferece excelente detalhamento anatômico. A conduta inicial para pacientes que desejam engravidar é a liberação para tentar a gestação, com aconselhamento sobre os riscos aumentados. A cirurgia corretiva, como a metroplastia (cirurgia de Strassmann), não é indicada de forma profilática, mas pode ser considerada em casos de perdas gestacionais recorrentes ou falha reprodutiva após outras causas terem sido excluídas. O acompanhamento pré-natal de gestantes com útero bicorno deve ser mais rigoroso, visando a detecção precoce e o manejo de possíveis complicações.
Os principais riscos incluem abortamento espontâneo, parto prematuro, apresentação fetal anômala (pélvica ou transversa) e, menos frequentemente, restrição de crescimento intrauterino.
Não, a metroplastia geralmente não é indicada profilaticamente. É considerada em casos de perdas gestacionais recorrentes ou infertilidade inexplicada após investigação completa de outras causas.
O diagnóstico é feito inicialmente por ultrassonografia transvaginal e confirmado por exames de imagem mais detalhados, como a ressonância magnética pélvica ou a histeroscopia.
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