Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Adolescente de 16 anos refere cólica menstrual forte e sangramento menstrual abundante. Foi realizado ultrassonografia e ressonância da pelve que diagnosticaram a presença de 1 septo no fundo da cavidade uterina, medindo 12 mm. O diagnóstico mais provável é útero:
Útero arqueado = indentação fúndica suave e ampla (<1,5 cm), considerada uma variante da normalidade com pouca repercussão clínica.
O útero arqueado é a anomalia mülleriana mais comum e representa uma falha mínima na reabsorção do septo uterino. A diferenciação com o útero septado, que possui um septo maior (>1,5 cm) e maior associação com perdas gestacionais, é crucial e feita por USG 3D ou ressonância magnética.
As malformações müllerianas são anomalias congênitas do trato reprodutivo feminino resultantes de falhas na formação, fusão ou canalização dos ductos de Müller durante a embriogênese. A classificação da ESHRE/ESGE é a mais utilizada para categorizá-las, sendo o útero arqueado a anomalia mais comum e de menor significado clínico. O diagnóstico diferencial entre útero arqueado e útero septado é de suma importância. O útero arqueado apresenta uma indentação fúndica suave e rasa, com menos de 1,5 cm de profundidade, sendo considerado uma variante da normalidade. Em contrapartida, o útero septado possui um septo fibroso que se projeta para dentro da cavidade, com mais de 1,5 cm, e está associado a desfechos obstétricos adversos, como abortamento de repetição e parto prematuro. A ultrassonografia tridimensional (USG 3D) e a ressonância magnética pélvica são os métodos de imagem de escolha para a correta diferenciação. A conduta é expectante para o útero arqueado, não havendo indicação de correção cirúrgica. Para o útero septado, em pacientes com histórico de perdas gestacionais, a septoplastia histeroscópica pode ser indicada para melhorar os resultados reprodutivos. A investigação de anomalias müllerianas deve ser considerada em adolescentes com dismenorreia severa ou sangramento uterino anormal que não respondem ao tratamento inicial.
No útero arqueado, a ressonância magnética ou ultrassonografia 3D mostram uma indentação suave e ampla no fundo uterino, com profundidade geralmente menor que 1,5 cm e um ângulo fúndico maior que 90°. O contorno externo do fundo uterino é convexo ou plano.
Geralmente, o útero arqueado é um achado incidental e não a causa dos sintomas. A conduta é investigar outras causas para a dismenorreia e sangramento anormal. O tratamento cirúrgico não é indicado, pois é considerado uma variante anatômica sem impacto significativo na fertilidade ou gestação.
A principal diferença está no contorno externo do fundo uterino. Tanto o útero arqueado quanto o septado possuem um contorno externo normal (convexo ou plano). Já o útero bicorno apresenta uma fenda no contorno externo fúndico, com profundidade maior que 1 cm, conferindo-lhe a aparência de 'coração'.
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