FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Adolescente, 14 anos, chega à consulta com o pediatra com queixas de insônia, irritabilidade e dores de cabeça frequentes. Durante a consulta, o pediatra identifica que, sempre antes de dormir, o adolescente passa algumas horas em jogos on-line, para relaxar. Tendo em vista que esses sintomas se encaixam no uso excessivo de telas, a melhor orientação para a família seria
Adolescente com insônia/irritabilidade por telas → suspender uso 1-2h antes de dormir para higiene do sono.
O uso excessivo de telas, especialmente antes de dormir, interfere na produção de melatonina devido à luz azul, prejudicando o sono e causando irritabilidade. A orientação mais eficaz é estabelecer um período de 'desconexão' de 1 a 2 horas antes de deitar para promover uma boa higiene do sono.
O uso de telas em adolescentes é um tema de crescente preocupação na pediatria e saúde pública, com implicações significativas para o desenvolvimento físico, mental e social. As provas de residência frequentemente abordam este tópico devido à sua relevância na prática clínica diária. O impacto na higiene do sono é um dos problemas mais comuns, com a luz azul das telas interferindo diretamente na fisiologia do sono. A luz azul, emitida por smartphones, tablets e computadores, suprime a secreção de melatonina, um hormônio crucial para a regulação do ciclo sono-vigília. Isso leva a um atraso no início do sono, redução da sua duração e piora da qualidade, resultando em insônia, sonolência diurna, irritabilidade e dificuldades de concentração. A privação crônica do sono pode afetar o humor, o desempenho acadêmico e aumentar o risco de obesidade e problemas de saúde mental. A orientação para a família deve focar na educação sobre os riscos e na implementação de estratégias de higiene do sono. Suspender o uso de telas de 1 a 2 horas antes de dormir é uma medida fundamental. Além disso, é importante estabelecer limites de tempo de tela, criar zonas livres de telas em casa (como o quarto), e incentivar atividades alternativas. O pediatra desempenha um papel crucial na orientação e acompanhamento dessas famílias.
A luz azul emitida pelas telas inibe a produção de melatonina, o hormônio do sono, atrasando o início do sono e alterando a qualidade. Além disso, o conteúdo estimulante pode manter o cérebro em estado de alerta.
Os sintomas incluem insônia, dificuldade para iniciar ou manter o sono, irritabilidade, dores de cabeça, fadiga diurna, dificuldade de concentração, ansiedade e, em casos mais graves, isolamento social e queda do desempenho escolar.
É importante estabelecer limites de tempo diário para o uso de telas, incentivar atividades offline, garantir que as telas não substituam interações sociais e refeições em família, e monitorar o tipo de conteúdo acessado.
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