Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
No estabelecimento da rotina de trabalho de uma Equipe de Saúde da Família, levando em consideração a necessidade de atendimento de pessoas com sintomas gripais que podem ser manifestações clínicas da Covid - 19, é correto afirmar:
Uso de EPIs é mandatório em toda permanência na USF e visitas domiciliares durante pandemia COVID-19.
A pandemia de COVID-19 exige rigor na biossegurança. O uso contínuo de EPIs por profissionais de saúde, tanto na USF quanto em visitas domiciliares, é crucial para prevenir a transmissão viral e proteger a equipe e a comunidade, independentemente do procedimento específico.
A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos à Atenção Primária à Saúde, especialmente para as Equipes de Saúde da Família (ESF). A necessidade de adaptar as rotinas de trabalho para garantir a segurança de profissionais e usuários tornou-se primordial. A correta utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é um pilar fundamental dessa adaptação, visando conter a disseminação do Sars-CoV-2 no ambiente da Unidade de Saúde da Família (USF) e nas comunidades atendidas. A fisiopatologia da COVID-19, com sua alta transmissibilidade por gotículas e aerossóis, e a possibilidade de infecção assintomática, reforçam a importância da proteção contínua. O diagnóstico de casos suspeitos e confirmados na atenção primária exige um manejo cuidadoso, incluindo triagem adequada, isolamento de pacientes com sintomas gripais e monitoramento. A suspeita deve ser alta, e a proteção deve ser a regra, não a exceção. Portanto, o uso de EPIs, como máscaras, luvas, aventais e protetores oculares, deve ser mantido durante todo o período de permanência na USF, independentemente do procedimento, e estendido às visitas domiciliares. Essa medida não apenas protege o profissional, mas também a comunidade, ao evitar que a equipe se torne um vetor de transmissão. A educação continuada sobre paramentação e desparamentação é essencial para a eficácia dessas medidas de biossegurança.
Os EPIs essenciais incluem máscaras (cirúrgicas ou N95/PFF2, dependendo do procedimento), luvas, aventais e óculos de proteção ou protetor facial. A escolha depende do risco de exposição e tipo de procedimento.
O uso de EPIs em visitas domiciliares protege tanto o profissional de saúde quanto os moradores da residência, minimizando o risco de transmissão do vírus em um ambiente onde o status de infecção pode ser desconhecido.
Pacientes com sintomas gripais devem ser triados e, se possível, atendidos em fluxo e ambiente separados para evitar a contaminação de outros usuários e da equipe, seguindo protocolos de biossegurança rigorosos.
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