INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 58 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) para renovar receita de diazepam 10 mg. Refere que faz uso da medicação há 25 anos e que não consegue adormecer sem ele. Inclusive, queixa-se de que a medicação vem perdendo eficácia e que sua memória está muito ruim. Nesse caso, a conduta mais adequada é
Uso crônico de benzodiazepínicos em idosos → desmame gradual + alternativa não benzodiazepínica.
O uso prolongado de benzodiazepínicos, como o diazepam, em idosos está associado a perda de eficácia, dependência, prejuízo cognitivo e risco de quedas. A conduta adequada é o desmame gradual, substituindo por terapias mais seguras e eficazes para insônia.
O uso de benzodiazepínicos (BZD) para insônia é comum, mas seu uso crônico, especialmente em idosos, é uma preocupação significativa devido aos múltiplos efeitos adversos. A insônia é prevalente na população idosa, e o manejo inadequado pode levar a dependência, tolerância e piora da qualidade de vida, sendo um tema relevante para residentes de Geriatria, Psiquiatria e Clínica Médica. Fisiopatologicamente, os BZD atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório, levando à sedação. Com o uso prolongado, desenvolve-se tolerância, dependência e uma série de efeitos adversos como prejuízo cognitivo (déficits de memória), sedação diurna, ataxia e aumento do risco de quedas. A queixa de perda de eficácia e memória ruim na paciente é um sinal clássico de uso crônico e inadequado de benzodiazepínicos. A conduta mais adequada é o desmame gradual do diazepam, que deve ser lento para evitar sintomas de abstinência, e a introdução de medicações não benzodiazepínicas ou, preferencialmente, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). O prognóstico melhora significativamente com a interrupção do BZD e a adoção de abordagens mais seguras e eficazes para o manejo do sono, focando na causa subjacente da insônia e na promoção da higiene do sono.
O uso crônico de benzodiazepínicos em idosos aumenta o risco de dependência, tolerância, prejuízo cognitivo (memória, atenção), sedação diurna, ataxia, quedas, fraturas e exacerbação de distúrbios respiratórios do sono.
O desmame seguro envolve a redução gradual e lenta da dose do benzodiazepínico, geralmente ao longo de semanas a meses, para minimizar os sintomas de abstinência. Pode ser necessário substituir por um benzodiazepínico de meia-vida mais longa ou por uma medicação não benzodiazepínica.
As alternativas incluem agonistas de receptores de melatonina (ramelteon), antidepressivos sedativos (trazodona, mirtazapina em baixas doses) e, principalmente, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I), que é a primeira linha de tratamento.
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