IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Um escolar de 8 anos, com placas eritematosas difusas, palidez e perda de consciência pouco após mergulho em cachoeira, apresenta história prévia de placas eritematosas após banhos de mar que somem sem tratamento. Ao exame físico, está acordado, orientado e normotenso, com FC = 100bpm, FR = 26irpm, boa perfusão periférica, várias placas eritematosas em tronco, face e membros bastante pruriginosas, sem edema. A conduta mais bem indicada, no momento, é:
Suspeita de Urticária ao Frio (sintomas sistêmicos + exposição ao frio) → Teste do gelo para confirmação diagnóstica.
A história de placas eritematosas e sintomas sistêmicos após exposição ao frio sugere urticária ao frio. O teste do gelo é o método diagnóstico padrão ouro, confirmando a condição pela reprodução das lesões cutâneas.
A urticária ao frio é uma forma de urticária física, caracterizada pelo aparecimento de lesões cutâneas (urticária e/ou angioedema) após a exposição a baixas temperaturas. Pode ser primária (idiopática) ou secundária a outras condições, como crioglobulinemias ou infecções. A importância clínica reside não apenas no desconforto das lesões cutâneas, mas também no risco de reações sistêmicas graves, incluindo anafilaxia, especialmente após exposição generalizada ao frio, como mergulho em água fria. O diagnóstico da urticária ao frio é primariamente clínico, baseado na história de sintomas após exposição ao frio. No entanto, a confirmação diagnóstica é realizada através do teste do gelo. Este teste consiste em aplicar um cubo de gelo ou um objeto frio na pele por um período determinado (geralmente 4-5 minutos) e observar o desenvolvimento de urticária ou angioedema na área testada após alguns minutos de reaquecimento (geralmente 5-10 minutos). A reprodução das lesões é diagnóstica. No caso apresentado, a história de placas eritematosas e perda de consciência após mergulho em cachoeira, somada à história prévia de reações semelhantes, é altamente sugestiva de urticária ao frio. Embora o paciente tenha apresentado sintomas sistêmicos, ele está acordado, orientado e normotenso no momento da avaliação, indicando estabilidade. Portanto, a conduta mais bem indicada é a realização do teste do gelo para confirmar o diagnóstico. O tratamento de escolha para a urticária ao frio são os anti-histamínicos de segunda geração, e a educação do paciente sobre a prevenção da exposição ao frio é fundamental. Adrenalina seria indicada em caso de anafilaxia ativa e grave.
Os sintomas incluem placas eritematosas e pruriginosas (urticária) e/ou angioedema que surgem após a exposição da pele ao frio. Em casos graves, pode haver sintomas sistêmicos como palidez, hipotensão, síncope e até anafilaxia, como no caso descrito.
O teste do gelo envolve a aplicação de um cubo de gelo ou um objeto frio (como um tubo de ensaio com gelo) na pele do antebraço por 4 a 5 minutos. A positividade é confirmada se houver o desenvolvimento de urticária ou angioedema na área testada após 5 a 10 minutos de reaquecimento.
Se o paciente estiver estável, como no caso, a conduta mais bem indicada é realizar o teste do gelo para confirmar o diagnóstico. O tratamento com anti-histamínicos é a base para o controle dos sintomas, e a adrenalina é reservada para reações anafiláticas graves.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo