UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Paciente pediátrico apresentando erupção cutânea pruriginosa com placas eritematosas elevadas de tamanho variado, únicas ou numerosas e coalescentes, sendo a região central mais pálida (urticas), por mais de 6 semanas. Assinale a alternativa que apresenta como deverá ser investigado o caso.
Urticária crônica (>6 semanas) → Investigação inicial inclui IgE total, hemograma, VHS e PCR para causas sistêmicas/autoimunes.
A urticária crônica, definida por lesões que duram mais de 6 semanas, requer uma investigação inicial para excluir causas subjacentes. Exames como IgE total, hemograma completo, VHS e PCR são úteis para rastrear inflamação sistêmica, infecções crônicas ou doenças autoimunes, que podem estar associadas à condição.
A urticária crônica é uma condição dermatológica comum e debilitante, caracterizada pela presença de urticas pruriginosas que persistem por mais de seis semanas. Essas lesões podem ser espontâneas (urticária crônica espontânea) ou induzidas por estímulos específicos (urticária crônica induzível). A etiologia é multifatorial e, em muitos casos, idiopática, mas pode estar associada a processos autoimunes, infecções crônicas, distúrbios da tireoide ou, mais raramente, a alergias alimentares ou medicamentosas. A investigação da urticária crônica visa identificar possíveis causas subjacentes ou fatores agravantes. A abordagem inicial inclui uma anamnese detalhada e exame físico. Laboratorialmente, exames como IgE total, hemograma completo, velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C-reativa (PCR) são úteis para rastrear inflamação sistêmica, infecções ocultas ou autoimunidade. A IgE total pode estar elevada em pacientes atópicos ou com urticária autoimune, enquanto VHS e PCR podem indicar processos inflamatórios. Para residentes, é crucial entender que a investigação não deve ser excessivamente extensa e focada em testes alérgicos específicos sem uma clara indicação clínica, pois a maioria dos casos não tem uma causa alérgica identificável. O tratamento geralmente envolve anti-histamínicos de segunda geração em doses elevadas, e em casos refratários, imunomoduladores como o omalizumabe. O manejo adequado melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Urticária crônica é caracterizada pela presença de urticas (placas eritematosas elevadas e pruriginosas) que ocorrem diariamente ou quase diariamente por um período superior a seis semanas.
A IgE total pode estar elevada em algumas formas de urticária crônica, especialmente naquelas com componente autoimune ou em casos de atopia subjacente, embora não seja um marcador diagnóstico específico.
A maioria dos casos de urticária crônica é idiopática (sem causa identificável), mas pode ser autoimune (urticária autoimune crônica), induzida (por fatores físicos como frio, pressão, ou por drogas) ou, mais raramente, associada a infecções crônicas ou doenças sistêmicas.
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