SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Você avalia uma criança com quadro de urticária iniciado há 07 dias, com lesões em tórax e membros difusamente, e relato de tosse produtiva, coriza nasal hialina e febre por dois dias antes do início das lesões cutâneas. Foi prescrito Hidroxizina, bloqueador H1 de primeira geração. Houve melhora das lesões, mas 24 horas após suspender a medicação, após o uso de 7 dias, as lesões urticariformes voltaram a aparecer. Qual a conduta, das afirmativas abaixo, MAIS ADEQUADA para o caso:
Urticária aguda: se recidiva após suspensão precoce de H1, reintroduzir na mesma dose por mais tempo (até 6 semanas).
A urticária aguda pode persistir por até 6 semanas. A suspensão precoce do anti-histamínico H1, mesmo com melhora inicial, pode levar à recidiva dos sintomas. Nesses casos, a conduta mais adequada é reintroduzir o anti-histamínico na dose padrão e mantê-lo por um período mais prolongado, até a resolução completa do quadro.
A urticária é uma condição dermatológica comum caracterizada por lesões eritematosas, pruriginosas e edematosas (urticas) que desaparecem em menos de 24 horas e podem ser agudas (duração < 6 semanas) ou crônicas (> 6 semanas). O manejo da urticária aguda é um tema frequente em provas de residência e na prática clínica, sendo os anti-histamínicos H1 a primeira linha de tratamento. É fundamental que residentes compreendam a duração do tratamento e as condutas em caso de recidiva. No caso de urticária aguda, mesmo com melhora inicial dos sintomas, a suspensão precoce do anti-histamínico pode levar à recidiva, como demonstrado na questão. Isso ocorre porque o processo inflamatório subjacente pode ainda não ter se resolvido completamente. A conduta mais adequada nesses cenários não é escalar para corticoides sistêmicos ou aumentar a dose do anti-histamínico de forma indiscriminada, mas sim reintroduzir o anti-histamínico na dose padrão e mantê-lo por um período mais prolongado, geralmente até a resolução completa do quadro, que pode levar algumas semanas. É um erro comum pensar que a recidiva significa falha do tratamento ou que exige uma abordagem mais agressiva imediatamente. A diferenciação entre urticária aguda e crônica é crucial, pois as estratégias de tratamento podem variar. Enquanto a urticária aguda geralmente responde bem aos anti-histamínicos H1 em doses padrão, a urticária crônica pode exigir doses mais altas, anti-histamínicos de segunda geração, ou até mesmo agentes biológicos como o omalizumabe em casos refratários. O uso de corticoides sistêmicos deve ser limitado a situações de gravidade ou refratariedade, devido aos seus efeitos adversos.
A urticária aguda é definida como lesões que duram menos de 6 semanas. Ela pode recidivar se o tratamento com anti-histamínicos for suspenso prematuramente, antes que o processo inflamatório subjacente tenha se resolvido completamente, mesmo que os sintomas tenham melhorado inicialmente.
A conduta mais adequada é reintroduzir o anti-histamínico H1 (de primeira ou segunda geração) na dose padrão. O tratamento deve ser mantido por um período mais prolongado, até a resolução completa do quadro, que pode levar algumas semanas, antes de tentar uma nova suspensão gradual.
Corticoides sistêmicos são reservados para casos de urticária aguda grave, refratária aos anti-histamínicos, ou para exacerbações agudas de urticária crônica. O aumento da dose de anti-histamínicos (até 4x a dose padrão) é uma estratégia para urticária crônica espontânea que não responde à dose padrão, não para recidiva de urticária aguda após suspensão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo