INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um homem de 20 anos, previamente hígido e sem uso crônico de medicação, procura um médico da unidade básica de saúde relatando que, há 2 dias, iniciou o uso de nimesulida para alívio de dor causada por uma entorse de tornozelo. No entanto, há 24 horas, afirma ter começado a apresentar prurido e pápulas vermelhas de tamanhos variados, distribuídas de forma irregular em tronco e em membros superiores. O paciente nega dispneia, palpitações ou alterações gastrointestinais. Além de suspender o uso da nimesulida, a conduta do médico da atenção primária deve ser
Urticária aguda leve por AINE sem sintomas sistêmicos → suspender droga + anti-histamínico oral + hidratação.
O quadro descrito é compatível com urticária aguda, provavelmente induzida pela nimesulida (um AINE). Como o paciente não apresenta sinais de anafilaxia (dispneia, hipotensão, angioedema grave) ou sintomas sistêmicos, a conduta inicial é suspender o agente causador e tratar os sintomas com anti-histamínicos orais e medidas de suporte para a pele.
A urticária aguda é uma condição dermatológica comum, caracterizada por pápulas eritematosas e pruriginosas (urticas) que duram menos de seis semanas. Pode ser desencadeada por diversos fatores, incluindo infecções, alimentos e medicamentos. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como a nimesulida, são uma causa frequente de reações de hipersensibilidade, incluindo urticária. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição e nas características das lesões. É fundamental diferenciar a urticária simples de reações mais graves, como a anafilaxia, que envolvem comprometimento sistêmico (respiratório, cardiovascular, gastrointestinal). A ausência de dispneia, palpitações ou alterações gastrointestinais no caso apresentado afasta a anafilaxia. O manejo da urticária aguda induzida por medicamentos envolve primeiramente a identificação e suspensão do agente causador. Para o alívio sintomático, os anti-histamínicos orais de segunda geração são a primeira linha de tratamento. Medidas de suporte, como hidratação da pele e evitar irritantes, também são úteis. Corticoides sistêmicos podem ser considerados em casos mais refratários ou graves, mas não são a conduta inicial para urticária leve sem sintomas sistêmicos.
Sinais de alerta incluem dispneia, sibilância, angioedema (especialmente de lábios, língua ou garganta), hipotensão, tontura, taquicardia e alterações gastrointestinais graves, indicando anafilaxia.
O tratamento inicial para urticária aguda leve, sem sinais de gravidade, consiste na suspensão do agente causador, uso de anti-histamínicos orais de segunda geração e medidas de suporte como hidratação da pele e compressas frias.
A epinefrina é indicada em casos de anafilaxia, caracterizada por envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos ou comprometimento das vias aéreas/circulatório, mesmo que a manifestação cutânea seja a principal.
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