PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Uma mulher de 30 anos no segundo trimestre apresenta-se à clínica de obstetrícia com dor aguda no flanco e náusea. Sua análise de urina é negativa para nitritos e demonstra 20 hemácias e 0 leucócitos por campo. A ultrassonografia demonstra um cálculo ureteral proximal de 5 mm. Qual é a opção de tratamento preferida para cálculos ureterais na gravidez?
Cálculo ureteral < 10mm na gestante estável → Observação e hidratação (80% de eliminação espontânea).
A maioria dos cálculos ureterais em gestantes é eliminada espontaneamente com manejo conservador; intervenções invasivas são reservadas para complicações ou dor refratária.
A urolitíase é a causa não obstétrica mais comum de dor abdominal que requer hospitalização em gestantes. O diagnóstico diferencial com apendicite e descolamento de placenta é crucial. O tratamento padrão-ouro inicial é a terapia conservadora com hidratação venosa e analgesia (paracetamol e opioides se necessário), evitando-se AINEs no terceiro trimestre pelo risco de fechamento do ducto arterioso.
A ultrassonografia de rins e vias urinárias é o exame de primeira linha por não envolver radiação ionizante, embora a hidronefrose fisiológica da gravidez possa dificultar a diferenciação de obstrução verdadeira.
A intervenção (ureteroscopia ou nefrostomia) é indicada em casos de dor intratável, sepse de foco urinário, obstrução em rim único ou insuficiência renal aguda.
Devido aos altos níveis de progesterona, que promove o relaxamento da musculatura lisa ureteral, facilitando a passagem de cálculos pequenos, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
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