HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Mulher, 26 anos de idade, em gestação no primeiro trimestre, apresenta quadro de cólica renal há 3 horas. Qual deve ser o método diagnóstico de eleição nesta paciente?
Cólica renal em gestante → Ultrassonografia é o método de eleição para diagnóstico, evitando radiação.
Em gestantes, a ultrassonografia é o método de imagem de escolha para investigar cólica renal, pois é não invasiva e não expõe o feto à radiação ionizante. A hidronefrose fisiológica da gestação pode confundir o diagnóstico, mas a ultrassonografia pode identificar cálculos e sinais de obstrução.
A cólica renal na gestação é uma condição relativamente comum, afetando cerca de 1 em cada 1500 gestações, e é a causa não obstétrica mais frequente de hospitalização. A principal etiologia é a urolitíase, embora a hidronefrose fisiológica da gravidez, causada pela compressão ureteral pelo útero e efeitos hormonais, possa mimetizar os sintomas. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações maternas e fetais, como infecção urinária, sepse e parto prematuro. O diagnóstico da cólica renal em gestantes exige cautela na escolha dos métodos de imagem devido à preocupação com a exposição fetal à radiação. A ultrassonografia renal é o método de eleição, pois é segura, não invasiva e capaz de identificar cálculos, hidronefrose e outras causas de dor. Em casos de dúvida diagnóstica e quando a ultrassonografia não é conclusiva, a ressonância magnética (RM) sem contraste pode ser considerada, especialmente após o primeiro trimestre. O tratamento da cólica renal na gestação é inicialmente conservador, com hidratação e analgésicos seguros para a gravidez. Em casos de infecção associada, obstrução persistente, dor refratária ou comprometimento da função renal, intervenções como a passagem de cateter duplo J ou nefrostomia percutânea podem ser necessárias. O manejo multidisciplinar com obstetras, urologistas e nefrologistas é fundamental para otimizar os resultados maternos e fetais.
A cólica renal na gravidez pode levar a complicações como parto prematuro, infecção urinária e sepse, sendo crucial o diagnóstico e tratamento adequados.
A ultrassonografia é o método de escolha por ser não invasiva, não utilizar radiação ionizante e ser eficaz na detecção de cálculos renais e hidronefrose, protegendo o feto.
A hidronefrose fisiológica é geralmente bilateral e mais acentuada à direita, sem dilatação ureteral distal. A ultrassonografia pode identificar cálculos ou sinais de obstrução patológica.
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