UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Paciente masculino, de 25 anos dá entrada na emergência apresentando quadro de dor tipo cólica em região lombar direita, intensa (9/10 na escala de dor), irradiada para flanco direito há 2 dias. Ao exame físico apresenta regular estado geral, desidratado leve, hipocorado (+/4). Frequência cardíaca 109 bpm, temperatura axilar 38ºC. Os exames de laboratório revelaram 16.000 leucócitos com 7% de bastonetes. O resultado da tomografia apresenta cálculo de 0,9 cm em terço médio do ureter direito com moderada hidronefrose a montante. A melhor conduta do plantonista deve ser:
Cálculo ureteral + febre + leucocitose = URGÊNCIA! Internar, ATB IV, urologista.
A presença de febre e sinais de infecção (leucocitose com desvio) em paciente com cálculo ureteral obstrutivo (hidronefrose) configura uma emergência urológica devido ao risco de sepse e pielonefrite obstrutiva, exigindo internação e antibioticoterapia venosa imediata.
A urolitíase é uma condição comum, mas quando associada a febre e sinais de infecção, como leucocitose e desvio à esquerda, torna-se uma emergência urológica grave. A presença de um cálculo ureteral obstrutivo, evidenciado pela hidronefrose na tomografia, impede a drenagem da urina, criando um ambiente propício para a proliferação bacteriana e o desenvolvimento de pielonefrite obstrutiva, com alto risco de sepse. Nesses casos, a conduta deve ser imediata e agressiva. O paciente necessita de internação hospitalar para monitorização, hidratação venosa e início de antibioticoterapia de amplo espectro por via endovenosa, cobrindo os patógenos mais comuns do trato urinário. A avaliação urológica urgente é imprescindível para planejar a desobstrução do trato urinário, que pode ser realizada por meio de cateter duplo J ou nefrostomia percutânea, visando aliviar a obstrução e drenar a urina infectada. A não identificação e o manejo inadequado dessa condição podem levar a complicações sérias, incluindo choque séptico, insuficiência renal aguda e até óbito. Portanto, a presença de febre em um paciente com cólica renal é um sinal de alarme que exige intervenção rápida e coordenada.
Os sinais de alerta incluem febre, calafrios, taquicardia, hipotensão, leucocitose com desvio à esquerda e dor lombar intensa, indicando possível infecção e obstrução.
A conduta inicial é internação hospitalar, coleta de urocultura e hemocultura, início imediato de antibioticoterapia venosa de amplo espectro e avaliação urológica urgente para desobstrução.
A desobstrução é urgente para aliviar a pressão no rim e permitir a drenagem da urina infectada, prevenindo a progressão para sepse grave e dano renal.
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