SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Com a evolução do medicina e da tecnologia aplicada a ela cada vez mais temos possibilidades de tratamento e cura do câncer, por isto é cada vez mais comum o atendimento de pacientes com estas comorbidades em UBSs, PAs e enfermarias de hospitais não especializados. Em relação às urgências oncológicas mais comuns, qual a alternativa correta?
Hipercalcemia é a síndrome paraneoplásica mais comum, associada a mieloma, pulmão e mama.
A hipercalcemia é a síndrome paraneoplásica mais frequente em pacientes oncológicos, especialmente em mieloma múltiplo, câncer de pulmão e mama, e seu manejo é crucial devido aos riscos de arritmias e disfunção renal.
As urgências oncológicas representam situações clínicas agudas que requerem reconhecimento e manejo rápidos para prevenir morbidade e mortalidade significativas em pacientes com câncer. A compreensão dessas condições é fundamental para qualquer profissional de saúde que atenda pacientes oncológicos. A hipercalcemia da malignidade é a síndrome paraneoplásica mais comum, afetando cerca de 10% dos pacientes oncológicos, especialmente aqueles com mieloma múltiplo, câncer de pulmão (principalmente de células escamosas) e câncer de mama. Sua fisiopatologia envolve principalmente a produção de PTHrP pelos tumores, metástases ósseas líticas ou, menos comumente, produção de vitamina D ativa. Outras urgências importantes incluem a Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS), mais frequentemente causada por câncer de pulmão, e a Síndrome de Lise Tumoral, que ocorre após quimioterapia eficaz em tumores de alta proliferação, levando a hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia. A neutropenia febril é outra condição grave, exigindo início empírico de antibioticoterapia de amplo espectro.
Os sintomas da SVCS incluem tumefação facial e cervical, dispneia, tosse, dilatação das veias cervicais e da parede torácica, e edema de membros superiores, devido à obstrução do fluxo venoso da veia cava superior.
A hipercalcemia da malignidade pode ocorrer por liberação de PTHrP (peptídeo relacionado ao paratormônio) por tumores sólidos, metástases ósseas líticas, ou produção de vitamina D ativa por linfomas, levando ao aumento da reabsorção óssea e/ou renal de cálcio.
A Síndrome de Lise Tumoral é caracterizada por hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia, resultantes da rápida destruição de células tumorais e liberação de seu conteúdo intracelular na circulação.
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