Urgências Oncológicas: Diagnóstico e Manejo Essencial

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Com a evolução do medicina e da tecnologia aplicada a ela cada vez mais temos possibilidades de tratamento e cura do câncer, por isto é cada vez mais comum o atendimento de pacientes com estas comorbidades em UBSs, PAs e enfermarias de hospitais não especializados. Em relação às urgências oncológicas mais comuns, qual a alternativa correta?

Alternativas

  1. A) Tumefação facial, dispneia, tosse, dilatação das veias cervicais, circulação colateral, derrame pleural e alargamento do mediastino são achados comuns na Síndrome da Veia Cava Superior, que tem o linfoma como causa mais comum
  2. B) A hipercalcemia é a síndrome paraneoplásica mais comum, ocorrendo em aproximadamente 10% dos pacientes com câncer, particularmente aqueles com mieloma múltiplo, câncer de pulmão e mama
  3. C) Tumores de crescimento rápido tratados com esquemas de quimioterapia efetiva podem levar a destruição maciça de células neoplásicas, que levam a hipercalemia, hiperfosfatemia e hipercalcemia, sendo a hidratação vigorosa uma das medidas mais importantes
  4. D) Febre em pacientes com neutropenia (menos de 500 neutrófilos) são achados graves e exigem internação para inicio empírico de antibioticoterapia para cobertura de agentes gram positivos e fungos

Pérola Clínica

Hipercalcemia é a síndrome paraneoplásica mais comum, associada a mieloma, pulmão e mama.

Resumo-Chave

A hipercalcemia é a síndrome paraneoplásica mais frequente em pacientes oncológicos, especialmente em mieloma múltiplo, câncer de pulmão e mama, e seu manejo é crucial devido aos riscos de arritmias e disfunção renal.

Contexto Educacional

As urgências oncológicas representam situações clínicas agudas que requerem reconhecimento e manejo rápidos para prevenir morbidade e mortalidade significativas em pacientes com câncer. A compreensão dessas condições é fundamental para qualquer profissional de saúde que atenda pacientes oncológicos. A hipercalcemia da malignidade é a síndrome paraneoplásica mais comum, afetando cerca de 10% dos pacientes oncológicos, especialmente aqueles com mieloma múltiplo, câncer de pulmão (principalmente de células escamosas) e câncer de mama. Sua fisiopatologia envolve principalmente a produção de PTHrP pelos tumores, metástases ósseas líticas ou, menos comumente, produção de vitamina D ativa. Outras urgências importantes incluem a Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS), mais frequentemente causada por câncer de pulmão, e a Síndrome de Lise Tumoral, que ocorre após quimioterapia eficaz em tumores de alta proliferação, levando a hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia. A neutropenia febril é outra condição grave, exigindo início empírico de antibioticoterapia de amplo espectro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS)?

Os sintomas da SVCS incluem tumefação facial e cervical, dispneia, tosse, dilatação das veias cervicais e da parede torácica, e edema de membros superiores, devido à obstrução do fluxo venoso da veia cava superior.

Qual a fisiopatologia da hipercalcemia da malignidade?

A hipercalcemia da malignidade pode ocorrer por liberação de PTHrP (peptídeo relacionado ao paratormônio) por tumores sólidos, metástases ósseas líticas, ou produção de vitamina D ativa por linfomas, levando ao aumento da reabsorção óssea e/ou renal de cálcio.

Quais são as alterações eletrolíticas clássicas na Síndrome de Lise Tumoral?

A Síndrome de Lise Tumoral é caracterizada por hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia, resultantes da rápida destruição de células tumorais e liberação de seu conteúdo intracelular na circulação.

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