FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente masculino deu entrada no serviço de emergência com queixa de cefaleia frontal, referida como enxaqueca. Ao exame físico apresentava-se com FG = 100 bpm-PA = 180x130 mmHg, exame neurológico normal, fundo de olho evidenciando papilas normais A1HO. Submetido a eletrocardiograma que evidenciou sobrecarga de câmaras esquerda. Assinale o diagnóstico e a conduta correta:
PA > 180/120 mmHg + SEM lesão de órgão-alvo agudo = Urgência Hipertensiva → Redução gradual com VO.
A distinção entre urgência e emergência hipertensiva é crucial. Na urgência, há elevação grave da PA sem lesão aguda de órgão-alvo, permitindo redução gradual da PA em horas a dias com medicação oral. Na emergência, há lesão aguda de órgão-alvo, exigindo redução rápida da PA com medicação parenteral.
As crises hipertensivas representam um desafio comum na prática médica, sendo classificadas em urgências e emergências hipertensivas. A distinção entre elas é fundamental para guiar a conduta e evitar desfechos adversos. Uma urgência hipertensiva é definida por uma elevação acentuada da pressão arterial (PA sistólica ≥ 180 mmHg e/ou diastólica ≥ 120 mmHg) sem evidências de lesão aguda de órgão-alvo. O paciente pode apresentar sintomas inespecíficos como cefaleia, tontura ou ansiedade, mas não há comprometimento iminente de órgãos vitais. A fisiopatologia envolve uma desregulação do sistema nervoso autônomo e do sistema renina-angiotensina-aldosterona, levando a um aumento da resistência vascular periférica. O diagnóstico é clínico, baseado na aferição da PA e na exclusão de lesão de órgão-alvo através de exame físico completo, incluindo fundo de olho, e exames complementares como ECG e função renal. É crucial não reduzir a PA muito rapidamente na urgência, pois isso pode levar à hipoperfusão cerebral, cardíaca ou renal. O tratamento da urgência hipertensiva visa uma redução gradual da PA em 24 a 48 horas, utilizando medicamentos anti-hipertensivos por via oral, como inibidores da ECA (captopril), bloqueadores dos canais de cálcio (anlodipino) ou agonistas alfa-2 (clonidina). O objetivo é alcançar níveis pressóricos seguros e encaminhar o paciente para acompanhamento ambulatorial para ajuste da terapia anti-hipertensiva crônica. Para residentes, dominar essa diferenciação e manejo é essencial para a segurança do paciente e para evitar complicações iatrogênicas.
A urgência hipertensiva é caracterizada por elevação grave da pressão arterial (geralmente PA sistólica ≥ 180 mmHg e/ou diastólica ≥ 120 mmHg) sem evidência de lesão aguda de órgão-alvo, como encefalopatia, edema agudo de pulmão ou dissecção de aorta.
A conduta inicial envolve a administração de medicação anti-hipertensiva por via oral, como captopril, clonidina ou anlodipino, com o objetivo de reduzir a pressão arterial gradualmente em 24-48 horas, e acompanhamento ambulatorial precoce.
A principal diferença é a presença de lesão aguda de órgão-alvo na emergência hipertensiva (ex: AVC, IAM, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta), que exige redução imediata da PA com medicação parenteral, enquanto na urgência, a lesão de órgão-alvo está ausente e a redução pode ser gradual.
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