Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Uretrite não gonocócica é a uretrite sintomática cuja bacterioscopia pela coloração de Gram, cultura e detecção de gonococo por biologia molecular são negativas para o gonococo. Indique o item errado.
UNG por Chlamydia trachomatis: alta taxa de infecção em parceiras e risco de DIP/reinfecção.
A Chlamydia trachomatis é a principal causa de uretrite não gonocócica e pode causar sérias complicações em mulheres, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). O tratamento do parceiro é crucial para evitar reinfecção e disseminação da infecção.
A uretrite não gonocócica (UNG) é uma infecção sexualmente transmissível comum, definida pela presença de sintomas de uretrite com resultados negativos para Neisseria gonorrhoeae. A Chlamydia trachomatis é o agente etiológico mais frequente, respondendo por aproximadamente metade dos casos, seguida por Mycoplasma genitalium e Ureaplasma urealyticum. A compreensão de sua epidemiologia e transmissão é crucial para o controle da doença. A fisiopatologia envolve a infecção do epitélio uretral, levando a inflamação e sintomas como disúria, prurido uretral e secreção. O diagnóstico é feito pela exclusão de gonococo e pela detecção dos agentes etiológicos por métodos moleculares. É importante suspeitar de UNG em homens com sintomas uretrais e em parceiras de indivíduos diagnosticados, mesmo que assintomáticas. O tratamento da UNG geralmente envolve antibióticos como azitromicina ou doxiciclina, com a necessidade imperativa de tratar os parceiros sexuais para evitar reinfecção e complicações. A não adesão ao tratamento ou a falha em tratar os parceiros pode resultar em persistência da infecção, reinfecção e desenvolvimento de sequelas graves, como a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres, que pode levar à infertilidade.
Os principais agentes são Chlamydia trachomatis (responsável por cerca de 50% dos casos), Mycoplasma genitalium e Ureaplasma urealyticum.
O tratamento simultâneo dos parceiros sexuais é fundamental para prevenir a reinfecção do paciente e evitar a disseminação da infecção, especialmente para complicações como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) em mulheres.
Em mulheres, a infecção não tratada por Chlamydia trachomatis pode levar a cervicite, doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.
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