HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Homem, de 28 anos de idade, procura a Unidade Básica de Saúde por secreção uretral purulenta e dor ao urinar há três dias. Ele relata ter tido relações sexuais sem preservativo com múltiplas parcerias nos últimos meses. Ao exame físico, observa-se uretrite com secreção purulenta e dor à palpação da região suprapúbica. O paciente nega febre, mas menciona desconforto na região genital. Qual a conduta inicial correta para o manejo desse paciente neste momento?
Uretrite purulenta + múltiplos parceiros → Testar IST + ATB empírico para Gonococo e Clamídia.
Em casos de uretrite com secreção purulenta e histórico de múltiplos parceiros, a conduta inicial deve ser a testagem para ISTs e o início imediato de antibioticoterapia empírica, cobrindo os agentes mais comuns como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, para evitar complicações e interromper a transmissão.
A uretrite masculina é uma condição inflamatória da uretra, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Caracteriza-se por sintomas como secreção uretral, disúria e prurido uretral. A epidemiologia da uretrite está intimamente ligada ao comportamento sexual de risco, como múltiplas parcerias e relações sexuais desprotegidas, tornando-a uma preocupação significativa na saúde pública. O diagnóstico da uretrite é primariamente clínico, baseado nos sintomas e no exame físico que revela a secreção uretral. Os principais agentes etiológicos são a Neisseria gonorrhoeae (causando uretrite gonocócica) e a Chlamydia trachomatis (causando uretrite não gonocócica). A distinção clínica pode ser difícil, mas a uretrite gonocócica tende a apresentar secreção mais purulenta e abundante. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de múltiplos parceiros sexuais. A conduta inicial para uretrite com suspeita de IST é o tratamento empírico imediato, sem aguardar resultados laboratoriais, para evitar complicações e a disseminação da infecção. A antibioticoterapia deve cobrir ambos os agentes mais comuns: ceftriaxona para N. gonorrhoeae e azitromicina ou doxiciclina para C. trachomatis. Além disso, é fundamental oferecer testagem para outras ISTs, aconselhamento sobre sexo seguro e tratamento dos parceiros sexuais.
Os principais agentes são Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e Chlamydia trachomatis, sendo a infecção por gonococo geralmente associada a secreção mais purulenta e abundante.
A terapia empírica é fundamental para iniciar o tratamento rapidamente, reduzir a transmissão, prevenir complicações como epididimite e infertilidade, e aliviar os sintomas antes da confirmação laboratorial.
Além da testagem para N. gonorrhoeae e C. trachomatis (PCR ou cultura), é importante oferecer sorologias para outras ISTs como HIV, sífilis e hepatites virais, conforme o protocolo.
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