SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Lisandro, 25 anos, procurou a unidade de saúde com queixa de saída de secreção amarelada do pênis, dor ao urinar e coceira uretral que iniciaram há 3 dias. Negou febre, lesões na pele e no pênis. Estava preocupado, pois tinha parceria fixa há 3 meses e não usava preservativo pois julgava que o relacionamento estava firme. Sua parceira nem podia imaginar que ele estava com alguma doença venérea. ''Seria um transtorno'', disse ele à médica residente que o atendia. Tímido, consentiu com o exame físico, o qual evidenciou: afebril, normocárdico e normotenso; sem alterações no abdômen; genitais sem lesões à inspeção, corrimento uretral abundante; ausência de linfonodos inguinais palpáveis. Pele sem particularidades. Diante do quadro, qual a conduta corretamente proposta?
A uretrite masculina é uma inflamação da uretra, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. É uma condição comum na prática clínica, especialmente em jovens sexualmente ativos, e seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações e a disseminação das ISTs. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sintomas como disúria, prurido uretral e corrimento. O tratamento empírico é recomendado devido à dificuldade de diferenciar clinicamente os agentes etiológicos e à alta taxa de coinfecção. A ceftriaxona é eficaz contra gonorreia e a azitromicina contra clamídia. Além do tratamento medicamentoso, é fundamental a orientação sobre sexo seguro, a oferta de testes rápidos para outras ISTs (HIV, sífilis, hepatites) e, crucialmente, o tratamento da parceria sexual para evitar reinfecção e quebrar a cadeia de transmissão. A reavaliação é importante para monitorar a resolução dos sintomas.
Os principais agentes etiológicos da uretrite masculina são Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e Chlamydia trachomatis, sendo a coinfecção comum. Outros agentes incluem Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis.
O tratamento empírico recomendado para uretrite é a combinação de ceftriaxona 500 mg IM dose única (para gonorreia) e azitromicina 1g VO dose única ou doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 7 dias (para clamídia), cobrindo os principais agentes.
É crucial tratar o parceiro sexual para evitar a reinfecção do paciente e interromper a cadeia de transmissão da IST na comunidade. A não adesão ao tratamento do parceiro é uma causa comum de falha terapêutica e persistência dos sintomas.
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