INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 22 anos comparece à unidade básica de saúde, sem apoio de exames laboratoriais, referindo corrimento uretral discreto, amarelado e com odor forte, acompanhado de prurido uretral e disúria há 3 dias.Considerando o caso apresentado, acerca do manejo clínico de corrimento uretral, faça o que se pede nos itens a seguir.a)\tAponte 5 itens da história clínica do paciente que devem ser coletados durante a entrevista. (valor: 2,5 pontos)b)\tIndique os 2 agentes etiológicos mais prováveis nessa situação. (valor: 1,0 ponto)c)\tNa indisponibilidade para a realização de exames laboratoriais, cite qual é a primeira opção de tratamento inicial de corrimento uretral. (valor: 2,0 pontos)d)\tSe os sintomas persistirem após 7 dias do tratamento, mesmo com uso regular da medicação prescrita, cite qual agente etiológico deve ser tratado. (valor: 1,0 ponto)e)\tCite as 3 vacinas que devem ser averiguadas no cartão de vacinação e as 4 testagens a serem oferecidas, que são pertinentes ao caso. (valor: 3,5 pontos)
Corrimento uretral → Tratar Gonococo (Ceftriaxone) + Clamídia (Azitromicina) simultaneamente.
A abordagem sindrômica visa cobrir os principais agentes (Gonococo e Clamídia) sem atraso laboratorial, reduzindo a cadeia de transmissão e complicações.
A uretrite masculina é uma das síndromes clínicas mais comuns no contexto das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A fisiopatologia envolve a inflamação da mucosa uretral por patógenos piogênicos ou intracelulares. O diagnóstico sindrômico é uma estratégia de saúde pública eficaz para interromper a transmissão em locais com recursos laboratoriais limitados. A anamnese deve focar no tempo de início, características do corrimento, práticas sexuais desprotegidas e histórico de parceiros. O tratamento padrão ouro atual envolve a dose única de Ceftriaxone 500mg IM associada à Azitromicina 1g VO, visando erradicar o gonococo e a clamídia. A falha terapêutica exige investigação de patógenos menos comuns como Mycoplasma genitalium ou Trichomonas vaginalis. A abordagem integral do paciente inclui a notificação de parceiros e a oferta de testagem para outras ISTs, reforçando o papel da atenção primária na vigilância epidemiológica.
Os principais agentes etiológicos do corrimento uretral são a Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e a Chlamydia trachomatis. A abordagem sindrômica é fundamental pois a coinfecção é frequente, exigindo tratamento simultâneo para ambos os patógenos com Ceftriaxone 500mg IM e Azitromicina 1g VO, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Se houver persistência dos sintomas após 7 dias de tratamento adequado, deve-se investigar Trichomonas vaginalis ou resistência bacteriana. O manejo inclui a adição de Metronidazol para cobrir tricomoníase e a reavaliação da adesão ao tratamento e exposição de parceiros sexuais não tratados.
Todo paciente com suspeita de IST deve realizar testes rápidos para HIV, Sífilis, Hepatite B e Hepatite C. Além disso, deve-se verificar o cartão vacinal para Hepatite B, HPV e Hepatite A (se indicado), garantindo a imunização completa para prevenir futuras infecções e complicações a longo prazo.
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