HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Jacson, 24 anos, comparece a unidade de saúde com queixa de disúria. Refere início há 3 dias, tem relacionamento fixo com uma mulher, mas não prática monogamia. O uso de preservativos é irregular. Ao exame físico apresenta saída de secreção purulenta pela uretra, o exame físico abdominal é normal e os dados vitais não têm alterações. Em um cenário onde a disponibilidade de exames laboratoriais é ruim, marque a alternativa que contém a conduta adequada:
Uretrite com secreção purulenta → Ceftriaxona IM + Azitromicina VO, tratar parceiro(a) e reavaliar em 7 dias.
Em casos de uretrite com secreção purulenta, especialmente em cenários com recursos diagnósticos limitados, o tratamento empírico para gonorreia e clamídia é fundamental. A combinação de ceftriaxona e azitromicina cobre os principais agentes etiológicos, e o tratamento do parceiro é crucial para evitar reinfecção e controlar a disseminação.
A uretrite é uma inflamação da uretra, comum em homens jovens e sexualmente ativos, manifestando-se principalmente por disúria e secreção uretral. É uma das síndromes urogenitais mais frequentes nas unidades de saúde e sua abordagem adequada é crucial para a saúde pública, dada a alta transmissibilidade e o potencial de complicações das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) associadas. A etiologia é predominantemente infecciosa, sendo a Neisseria gonorrhoeae e a Chlamydia trachomatis os agentes mais comuns. O diagnóstico da uretrite é primariamente clínico, baseado na presença de disúria e secreção uretral. Em cenários de recursos limitados, a diferenciação entre uretrite gonocócica (UG) e não gonocócica (UNG) pode ser difícil sem exames laboratoriais. A secreção purulenta é mais sugestiva de UG, mas a coinfecção é frequente. A suspeita deve ser alta em pacientes com múltiplos parceiros ou uso irregular de preservativos. A conduta terapêutica para uretrite, especialmente em locais com baixa disponibilidade de exames, deve ser empírica e cobrir os principais agentes. O esquema recomendado inclui ceftriaxona 500 mg intramuscular em dose única para gonorreia e azitromicina 1g oral em dose única para clamídia. É imperativo o tratamento de todos os parceiros sexuais do paciente nos últimos 60 dias para prevenir reinfecções e controlar a disseminação da IST. A reavaliação em 7 dias é importante para monitorar a resposta ao tratamento e reforçar a adesão.
Os principais agentes etiológicos da uretrite masculina são Neisseria gonorrhoeae (uretrite gonocócica) e Chlamydia trachomatis (uretrite não gonocócica). Outros agentes incluem Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis.
O tratamento empírico combinado com ceftriaxona e azitromicina é recomendado para cobrir tanto a gonorreia quanto a clamídia, que frequentemente coexistem. Isso garante a eficácia do tratamento, especialmente em locais com acesso limitado a exames laboratoriais.
O tratamento dos parceiros sexuais é fundamental para interromper a cadeia de transmissão das infecções sexualmente transmissíveis (IST), prevenir reinfecções no paciente tratado e evitar complicações graves nos parceiros, como doença inflamatória pélvica em mulheres.
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