UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Uma das demandas frequentes do médico na APS são as ISTs. Por ser a porta de entrada, o primeiro profissional que a pessoa procura é o médico de família, o qual recomenda, como primeira escolha no tratamento das uretrites gonocócicas, o uso de
Uretrite gonocócica → Ceftriaxone (IM) + Azitromicina (VO) para coinfecção com clamídia.
O tratamento de primeira escolha para uretrites gonocócicas, devido à crescente resistência antimicrobiana, é o Ceftriaxone. É comum associar Azitromicina para cobrir uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis, que frequentemente ocorre junto à gonorreia.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um desafio significativo na Atenção Primária à Saúde (APS), sendo as uretrites uma das queixas mais comuns. A Neisseria gonorrhoeae é um dos principais agentes etiológicos da uretrite, causando a uretrite gonocócica, caracterizada por disúria e secreção uretral purulenta. Devido à crescente preocupação com a resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae, os protocolos de tratamento têm sido atualizados frequentemente. Atualmente, o Ceftriaxone, uma cefalosporina de terceira geração, é a droga de primeira escolha para o tratamento da uretrite gonocócica, administrado em dose única intramuscular. É prática comum e recomendada associar o tratamento para Chlamydia trachomatis, geralmente com Azitromicina, devido à alta taxa de coinfecção. Essa abordagem combinada garante a erradicação de ambos os patógenos, prevenindo complicações a longo prazo, como doença inflamatória pélvica, infertilidade e dor pélvica crônica.
O tratamento de primeira escolha para uretrite gonocócica é Ceftriaxone 500 mg IM em dose única. Recomenda-se associar Azitromicina 1g VO em dose única para cobrir uma possível coinfecção por Chlamydia trachomatis.
A coinfecção por Chlamydia trachomatis é muito comum em pacientes com gonorreia, ocorrendo em até 30-50% dos casos. Tratar ambas as infecções simultaneamente garante a erradicação de ambos os patógenos e previne complicações.
O principal desafio é a crescente resistência antimicrobiana da Neisseria gonorrhoeae a diversos antibióticos, incluindo penicilinas, tetraciclinas e fluoroquinolonas, o que exige a constante atualização dos protocolos de tratamento.
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